Wall Street tem pior semana desde junho e dólar supera os R$ 5,25

After Hours: ações tiveram quedas abruptas depois que dados de inflação acima do esperado estimularam apostas de juros mais altos

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Bloomberg Línea — O sentimento de aversão ao risco seguiu tomando conta dos mercados nesta sexta-feira (16), levando Wall Street a apresentar sua pior semana desde as mínimas do ano, registradas em junho.

Por lá, os índices acionários chegaram a cair até 0,9%, caso da Nasdaq, pesada em tecnologia. As atenções estão voltadas agora para o encontro do Federal Open Market Committee (Fomc), que irá se reunir na próxima semana para decidir o rumo da taxa de juros nos Estados Unidos.

Os mercados de ações tiveram uma queda abrupta nesta semana, depois que dados de inflação acima do esperado estimularam traders a aumentar as apostas para alta de juros e provocaram a pior liquidação diária de ações em dois anos.

Por aqui, o Ibovespa (IBOV) também fechou no vermelho, com queda de 0,61%, aos 109.280 pontos. Na semana, o índice caiu 2,69%. O dólar, por sua vez, subiu e era negociado a R$ 5,26 próximo do fechamento.

Outro evento que deve trazer mais volatilidade aos mercados globais nesta sexta é o Triple Witching, em Wall Street, e o Quadruple Witching, na Europa, quando várias classes de ativos expiram simultaneamente. Trata-se de um evento trimestral (março, junho, setembro, dezembro) que ocorre na terceira sexta-feira de cada mês.

Confira como fecharam os mercados nesta sexta-feira (16):

À espera do Fed

Diante de dados econômicos fortes na maior economia do mundo e uma inflação persistentemente alta, a expectativa de analistas é de um movimento hawkish por parte da autoridade monetária.

Segundo economistas consultados pela Bloomberg News, o aumento na semana que vem deverá ser em 0,75 ponto percentual – o terceiro consecutivo. Isso elevaria o limite superior da faixa-alvo do Federal Reserve para 3,25%.

As projeções do Fed que serão divulgadas após a reunião devem mostrar uma taxa de 4% até o final deste ano e um pouco mais alta em 2023, antes que cortes em 2024 a levem de volta para 3,6%, segundo os economistas.

Seria uma grande mudança em relação às previsões do Fed em junho, refletindo uma luta mais dura contra a disparada de preços após alta maior do que o esperado do núcleo da inflação em agosto. A pesquisa, feita com 45 economistas, foi realizada entre os dias 9 e 14 de setembro.

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