Fórmulas de titãs para investir com inflação e juros altos

Também no Breakfast: Mercado cauteloso antes de discurso de Powell; Unicórnios da AL são avaliados bem acima de suas receitas e Ebanx demite 20% dos funcionários e culpa macroeconomia

Tempo de leitura: 4 minutos

Bloomberg Línea — Bom dia! Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças.

Investidores de todas as partes e de todos os portes estão reposicionando seus portfólios segundo a perspectiva de juros mais altos e crescimento mais baixo: mais do que títulos públicos atrelados à inflação, é hora de apostar em outras formas de proteção. É o que defendem gestores da BlackRock, da Janus Henderson e da New Capital, três das maiores casas de investimentos do mundo.

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Jasmine Fan, gestora de estratégia de investimento da BlackRock, casa que tem US$ 10 trilhões sob gestão, recomenda uma carteira composta por ativos da economia real, como do mercado imobiliário, papéis de infraestrutura e commodities. Na bolsa, ela opta por exportadoras e empresas de energia, menos vulneráveis ao aumento dos custos e da inflação.

Na renda fixa, Camila Astaburuaga, gestora de portfólio da New Capital, e Phil Gronniger, gestor de portfólio de renda fixa da Janus Henderson, consideram a grande oportunidade do momento os papéis de crédito privado tipo “investment grade” (com maior qualidade de crédito), sobretudo aqueles com vencimentos longos.

Conheça os detalhes das estratégias de investimento e os cenários macroeconômicos projetados por estas três gigantes na gestão de recursos de terceiros.

Com aperto monetário, investidores aumentam proteções na carteiradfd

Na trilha dos Mercados

Olhos e ouvidos atentos, hoje tem pronunciamento de Jerome Powell. O presidente do Federal Reserve (Fed) se tornou o centro das atenções no mercado financeiro global desde que o banco central apontou para um giro em sua política monetária. A brandura do passado deu lugar a uma ação enérgica, como aplicar o maior aumento de taxas nos EUA desde 1994. Tudo para debelar a maior inflação em quatro décadas.

🔴 Hoje, na dúvida sobre se o depoimento de Powell no Senado virá com surpresas na ofensiva contra a inflação, os investidores se retraem e derrubam os mercados de renda variável.

🗣️ Foco no Powell. Entre hoje e amanhã, o mandatário do Fed dará aos congressistas explicações sobre suas ações à frente do banco central norte-americano. Também falará da situação econômica da maior economia do mundo. A pressão dos políticos será evidente e Powell terá o desafio de transmitir o equilíbrio perfeito entre tranquilidade e pulso firme.

👀 Ver para agir. Diante da fala de Powell, o mercado opta pela cautela. Ainda não há consenso sobre o impacto das altas dos juros sobre a economia - muitos temem por uma recessão. Cada vez mais, diminuem as expectativas de que os bancos centrais consigam fazer um pouso suave neste ambiente de aperto monetário.

⛈️ Prognósticos pessimistas. O ceticismo predomina e enevoa as perspectivas para os ativos de risco em um ano de queda acentuada nos mercados. Os estrategistas do Morgan Stanley e do Goldman Sachs Group alertaram que as ações poderiam cair ainda mais.

🇪🇺 Na Europa… Especialistas em economia europeia concordam que a incerteza aumentou, mas não esperam que o continente sofra uma estagflação semelhante à dos anos 70, de acordo com uma pesquisa do Banco Central Europeu.

🐎 Mas a inflação ainda galopa. No Reino Unido, a inflação se acelerou para uma nova alta de quatro décadas e está se espalhando para além dos custos de energia, mostram dados divulgados esta manhã. Os preços ao consumidor subiram 9,1% em maio, atingindo uma nova alta de 40 anos.

Mercado cauteloso antes de pronunciamento de presidente do Feddfd
🟢 As bolsas ontem: Dow Jones Industrial (+2,15%), S&P 500 (+2,45%), Nasdaq Composite (+2,51%), Stoxx 600 (+0,35%), Ibovespa (-0,17%)

As ações tiveram nova jornada de respiro, depois da venda massiva da semana passada em reação a um discurso mais duro do Fed. O sentimento desta semana é ajudado pelos comentários otimistas do presidente Joe Biden de que uma recessão norte-americana poderia ser evitada. Porém, as perspectivas continuam turvas para os investidores, que avaliam se o mercado chegou ou não ao fundo do poço.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados.

No radar

Esta é a agenda prevista para hoje:

EUA: Depoimento semestral do presidente do Fed Jerome Powell no Senado (10h30 de Brasília). Pedidos de Hipotecas MBA; Pedidos de Refinanciamento Hipotecário; Estoques de Petróleo Bruto Semanal API

Europa: Zona do Euro (Confiança do Consumidor/Jun); Reino Unido (IPC e IPP/Mai; Índice de Preços no Varejo/Mai)

Ásia: Japão (PMI Industrial e de Serviços/Jun)

América Latina: Argentina (Balança Comercial/Mai)

Bancos centrais: Minuta de política monetária do Banco do Japão (BoJ). Reunião de política não monetária do BCE. Discursos de Luis de Guindos e Frank Elderson (BCE), Sabine Mauderer (Bundesbank), Patrick Harker e Thomas Barkin (FOMC/Fed)

📌 E para a semana:

Quinta-feira: Powell se pronuncia ante a Câmara dos Representantes. Pedidos Iniciais de Seguro-Desemprego. PMIs para a Zona Euro, França, Alemanha, Reino Unido e Austrália. Boletim econômico do BCE

Sexta-feira: Confiança do consumidor dos EUA medido pela Universidade de Michigan dos EUA

Destaques da Bloomberg Línea

Unicórnios da América Latina são avaliados bem acima de suas receitas

Multiplan tem venda recorde, mas crescer portfólio só após ‘tempestade’, diz CEO

QuintoAndar define prioridades e inicia expansão regional com operação no México

Vale do Silício deixa mulheres negras para trás em paridade salarial

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: • Ebanx demite 20% dos funcionários e cita cenário macro como razão • Elon Musk deixa dúvidas sobre Twitter e alerta para recessão nos EUA • Aceno ao mercado? Campanha de Lula vai propor alternativa ao teto de gastos • Menos techs, mais blue chips: brasileiro muda carteira diante de alta dos juros

• Opinião Bloomberg: A lição mais valiosa que o Príncipe Charles deveria aprender com sua mãe

• Pra não ficar de fora: Beyoncé lança música para anseios dos millennials: é hora de pedir demissão?

⇒ Essa foi uma amostra do Breakfast, que na versão completa inclui muitas outras notícias de destaque do Brasil e do mundo.

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Edição: Michelly Teixeira | News Editor, Europe