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Startups

Unicórnios da América Latina são avaliados bem acima de suas receitas

De acordo com levantamento, a receita média dos unicórnios da região é de US$ 148 milhões, enquanto o valuation médio é de US$ 1,7 bilhão

Na América Latina, os unicórnios têm um valuation seis vezes maior do que o investimento que levantaram
21 de Junho, 2022 | 02:08 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — Um relatório da Endeavor e da Glisco Partners mostrou que os unicórnios da América Latina foram avaliados em até 18 vezes acima da média anual de suas receitas de US$ 148 milhões em 2021 e, no caso das soonicorns, startups que serão unicórnios em um futuro próximo, o valor chega em até 20 vezes.

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O cálculo do valor da empresa sobre a receita foi feito com uma amostra de mais de 100 empresas da América Latina, de acordo com o relatório da Venture Capital and Growth Equity Ecosystem.

“Dadas as condições do mercado, em 2022 veremos ajustes nos valuations, portanto, esses números podem diferir quando consultados posteriormente”, dizem os autores do relatório.

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No caso das fintechs, os múltiplos de receita são de uma média de 16 vezes, enquanto nas empresas e-commerce, a média é de nove vezes.

Do ponto de vista de investimento, os unicórnios na América Latina “têm o valuation proporcional para um índice médio de capital levantado de seis”, diz o relatório.

Isso significa que “eles têm um valuation seis vezes maior do que o investimento que levantaram. Ao longo de 2022, esta proporção vai sofrer ajustes e terá desafios para se manter”.

Na América Latina, os unicórnios representam apenas 3% das empresas que levantaram rodadas de capital, enquanto nos EUA o número é de 51% e, na China, 17%.

O relatório mostra ainda que a América Latina viu o surgimento de mais de 30 unicórnios, dos quais 78% estão no Brasil e no México, embora representem menos de 0,0001% do total de empresas da região.

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Enquanto isso, as soonicorns representam apenas 9% das empresas que levantaram capital e 0,0006% do número total de empresas da região.

Veja mais dados sobre os unicórnios da América Latina

A maior parte dos unicórnios da América Latina está focada nos setores de fintech, seguido por e-commerce, transporte e logística, tecnologia para o setor imobiliário (ou proptech) e videogames, entre outros.

  • A receita média dos unicórnios da região é atualmente é de US$ 148 milhões, enquanto a média do valuation é de US$ 1,7 bilhão
  • O tempo estimado para atingir o status de unicórnio na América Latina é de sete anos, sendo que 2013 aparece como o ano médio das fundações destas empresas, embora a Endeavor e a Glisco Partners apontem alguns unicórnios “nascem” dois ou três anos após sua fundação.
  • Estima-se que os unicórnios da América Latina tenham uma média de 2.156 funcionários e que ao menos 351.482 trabalhadores sejam empregados por todos os unicórnios combinados da região.
  • Em termos de investimento, o relatório afirma que cada uma das empresas obteve uma média de US$ 118 milhões, com o valor total chegando a US$ 17 bilhões.

Segundo o relatório, “83% dos unicórnios latino-americanos fizeram pelo menos uma aquisição desde 2018, com foco em expandir serviços a seus clientes, adquirir inovação tecnológica e expandir também internacionalmente”.

Cerca de 79% das aquisições foram no mesmo setor, enquanto 76% dos unicórnios adquiriram uma empresa em seu país de origem e 58% compraram empresas do setor de TI.

Em termos gerais, o relatório diz que “as perspectivas para 2022 têm uma combinação complexa: queda significativa do preço das ações das empresas de tecnologia, inflação em alta, aumento das taxas de juro e uma guerra em curso”.

Em meio ao período de “inverno” das startups na região e da recente onda de demissões, a atividade das empresas de capital de risco desacelerou em termos de valor, embora o número de negócios tenha aumentado entre janeiro e maio.

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A América Latina registrou 423 novas venture capitals no valor total de US$ 4,86 bilhões entre janeiro e maio, queda de 22% no valor dos negócios em termos anuais e um aumento de 9% no número de negócios, de acordo com o Transactional Track Record e Datasite.

No entanto, em setores como internet, software e TI, houve queda de 36% no número de transações, com 103 no período mencionado.

– Esta notícia foi traduzida por Melina Flynn, Content Producer da Bloomberg Línea.

Veja mais em Bloomberg.com

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Daniel Salazar Castellanos (BR)

Profissional de comunicação e jornalista com ênfase em economia e finanças. Participou do programa de jornalismo econômico da agência Efe, da Universidad Externado, do Banco Santander e da Universia. Ex-editor de negócios da Revista Dinero e da Mesa América da Efe.