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Focus: Principal relatório do mercado volta a ser divulgado pelo Banco Central

Relatório Focus, do Banco Central, voltou a ser divulgado após greve; publicação mostra piora nas projeções para inflação e juros este ano

Relatório ainda não havia sido divulgado em abril por conta da greve de servidores do BC.
26 de Abril, 2022 | 11:09 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg Línea — Após semanas sem divulgação por conta da greve dos servidores do Banco Central, a autoridade monetária divulgou nesta segunda-feira (26) o relatório Focus, com as projeções de economistas para indicadores econômicos ao longo do mês de abril.

O boletim mostrou piora das projeções para a inflação e juros este ano. Agora, as estimativas apontam para alta de 7,65% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2022, ante 7,46% no último levantamento, divulgado com atraso nesta segunda. Este foi o 15º aumento consecutivo nas estimativas para a inflação. Para o próximo ano, as apostas também foram elevadas, pela terceira vez, e apontam agora para alta de 4% do IPCA.

Em meio à forte pressão inflacionária, o mercado financeiro elevou também suas expectativas para a taxa básica de juros e agora veem a Selic a 13,25% ao ano em dezembro, ante 13,05% a.a. anteriormente, na segunda elevação seguida. Para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio, as estimativas foram mantidas em aumento de 1 ponto, para 12,75% ao ano.

Já com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), os economistas consultados pelo BC estimam expansão de 0,65% da atividade em 2022, ante projeção de crescimento de 0,56% da economia anteriormente.

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A última publicação do Focus havia sido em 28 de março, quando as projeções apontavam para inflação de 6,86% e Selic de 13% ao ano, em 2022. Na época, as estimativas eram de câmbio a R$ 5,25 em dezembro e crescimento de 0,50% da economia este ano.

Confira os principais pontos de projeção do Focus desta semana:

Para 2022

  • Alta de 7,65% da inflação, contra 7,46% na semana passada (15º aumento consecutivo);
  • Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,65%, ante 0,56% anteriormente;
  • Dólar a R$ 5,00, contra R$ 5,10 na última semana;
  • Taxa Selic em 13,25% ao ano, aumento em relação aos 13,05% estimados na última semana;

Para 2023

  • Inflação de 4,00%, contra 3,91% anteriormente (3º aumento consecutivo);
  • Crescimento do PIB de 1,00%, ante projeção de expansão de 1,12%;
  • Dólar a R$ 5,00, ante R$ 5,15;
  • Taxa Selic em 9% ao ano;

Para 2024

  • Inflação de 3,20%, contra 3,16% no último levantamento;
  • Crescimento do PIB de 2%;
  • Dólar a R$ 5,05, ante R$ 5,15;
  • Taxa Selic em 7,50% ao ano.

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Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.

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