Mercados

É hora de realizar lucros nos EUA, diz estrategista do JPMorgan

Mudança de tom chama atenção após diverger de pessimistas de Wall Street como Mike Wilson do Morgan Stanley

JP Morgan
Por Lu Wang
11 de Abril, 2022 | 02:27 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Marko Kolanovic, um dos otimistas mais firmes em relação às ações dos EUA durante a liquidação deste ano, está recuando depois que o mercado teve uma forte recuperação.

O estrategista mais cotado do JPMorgan (JPM) disse que os investidores que seguiram o conselho recente de sua equipe de aumentar as participações em ações devem agora realizar lucros e transferir parte do dinheiro para títulos do governo, devido à grande liquidação nesta classe de ativos.

“Os mercados recuperaram a maior parte da liquidação do início de março e, portanto, não parecem mais depreciados, enquanto os riscos permanecem elevados por conta da geopolítica, aperto de políticas e crescimento”, escreveu Kolanovic em nota na segunda-feira.

É uma mudança de tom para o estrategista, que divergiu consistentemente de pessimistas de Wall Street como Mike Wilson do Morgan Stanley (MS), exortando os investidores a aproveitar a queda das ações. Nesta segunda-feira (11), Wilson disse que os mercados de títulos e o S&P 500 estão otimistas demais sobre as perspectivas econômicas.

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Mas apesar das revisões mais recentes, Kolanovic continua recomendando manter mais ações e menos títulos para se beneficiar de um crescimento econômico sustentado.

O S&P 500 recuperou mais da metade de suas perdas de janeiro a fevereiro. Embora o rali tenha parado em abril, o índice agora está 6% acima do mínimo de março.

No universo das ações, o estrategista aconselhou os investidores a favorecerem os mercados emergentes, à medida que o Federal Reserve se torna mais agressivo em sua campanha de aumento das taxas para domar a inflação, enquanto o banco central da China deve aliviar a política monetária já neste mês.

No geral, o estrategista continua otimista quanto à ameaça do Tesouro aos ativos de risco.

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“Se os aumentos de rendimento dos títulos continuarem, eles podem eventualmente se tornar um problema para as ações, mas acreditamos que os atuais rendimentos reais dos títulos em torno de zero não são altos o suficiente para desafiar materialmente as ações”, escreveu ele. “Dado o baixo posicionamento dos títulos, um grande aumento nos rendimentos reais daqui para frente parece menos provável.”

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