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Mercados

Cinco assuntos quentes para o Brasil na próxima semana

No exterior, payroll e falas de dirigentes de BCs devem influenciar expectativas de aperto monetário, enquanto petróleo monitora guerra na Ucrânia

Mercados acompanham falas de dirigentes do Fed
Por Josue Leonel
25 de Março, 2022 | 08:16 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O mercado acompanha uma agenda repleta de dados fiscais, de atividade e inflação na próxima semana, após fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reduzir as apostas em alta mais prolongada da Selic. Fluxo move o câmbio. No exterior, payroll e falas de dirigentes de BCs devem influenciar expectativas de aperto monetário, enquanto petróleo monitora guerra na Ucrânia.

Indicadores e juros

O mercado vai monitorar uma bateria de indicadores para balizar apostas no mercado de juros. Os DIs despencam desde a sessão de quinta-feira após o presidente do BC reforçar que a Selic pode ter uma última alta em maio. O prêmio para alta adicional em junho caiu para apenas cerca de 40 pontos. Agenda começa na segunda com pesquisa Focus e contas externas. No dia 30, serão divulgados o resultado do governo central em fevereiro e o IGP-M de março, após IPCA-15 salgado não frear a baixa dos DIs. No dia seguinte, serão conhecidos o primário consolidado e a taxa de desemprego. Produção industrial de fevereiro e balança de março fecham a agenda na sexta. BC disse nessa semana que vê crescimento maior em 2022.

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Fluxo e câmbio

O mercado segue acompanhando o fluxo cambial, que ajudou o dólar a cair abaixo de R$ 4,80 nesta sexta-feira. Mesmo com a conta financeira registrando déficit, o fluxo foi positivo em US$ 1,61 bilhão de 1 a 18 de março, com o saldo assegurado pelo câmbio comercial. O relatório de inflação esta semana passou a a prever para este ano o 1º superavit da conta corrente desde 2007. A revisão incorpora a recente alta nos preços internacionais de commodities, resultando em aumento do saldo comercial, disse o BC.

Payroll, Bailey, petróleo

Os EUA terão agenda carregada de dados na próxima semana, com destaque para o payroll de março, na sexta-feira, com estimativa de desaceleração do número de vagas criadas para 480.000. PIB, PCE e ADP são outros destaques, além de falas de dirigentes do Fed como Harker, Barkin, Bostic e Williams. No Reino Unido, o presidente do BOE, Andrew Bailey, fala no dia 28. Os rendimentos dos Treasuries ampliaram avanço nesta sexta-feira com aumento nas apostas em altas de juros. Investidores globais ainda seguem as cotações do petróleo, que voltaram a ser pressionadas esta semana com receios de novas sanções contra a Rússia.

Ministro da Educação

A ministra do STF, Cármen Lúcia, determinou a instauração de inquérito contra o ministro da Educação, Milton Ribeiro, para apurar denúncias na liberação de verbas oficiais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do MEC, atendendo pedido da PGR, segundo nota no site do tribunal. A ministra também remeteu à PGR três notícias-crime apresentadas por parlamentares pedindo a investigação do presidente Jair Bolsonaro no caso. Bolsonaro defendeu o ministro durante sua live semanal, e disse que as denúncias são “covardia”. O ministro negou irregularidades no Twitter.

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Petrobras e assembleias

O presidente Bolsonaro voltou a criticar os preços dos combustíveis, ao afirmar em live nas redes sociais nesta quinta-feira que o preço está um “absurdo” em função dos impostos. Já o ex-presidente Lula, que segue na liderança das pesquisas, voltou a criticar, em postagem no Twitter, a vinculação dos preços praticados pela Petrobras ao dólar. As companhias Ânima, BRF, Tim, IRB, Marcopolo e Porto Seguro reúnem os acionistas em assembleias nos próximos dias. Ânima também está entre as que divulgam resultados do último trimestre, lista que ainda inclui Cemig, Cesp, Oi, e Aliansce Sonae. Já Suzano e Eletrobras promovem encontros com investidores.

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