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Mercados

Dólar acelera baixa e testa patamar de R$ 4,77; Ibovespa mantém ganhos

Relatório de inflação, divulgado na manhã de hoje, também é digerido pelo mercado, com BC adotando um tom otimista sobre o crescimento

Dólar acelera baixa e testa patamar de R$ 4,77; Ibovespa sobe
24 de Março, 2022 | 12:07 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — O dólar (USD-BRL) acelerou o ritmo de baixa no final da manhã desta quinta-feira, ficando abaixo de R$ 4,80, com a expectativa crescente de fluxo de recursos estrangeiros, além de alta no preço das commodities e juros elevados no país.

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  • A moeda americana era negociada a R$ 4,77 pouco depois das 12h (horário de Brasília), com baixa de 1,2% em relação ao fechamento anterior. É o menor patamar desde junho de 2021;
  • O Ibovespa (IBOV) tem alta de 0,55%, retomando o patamar de 118.102 pontos;
  • No mercado de juros, o contrato do DI para janeiro de 2023 recuava de 12,975% para 12,93%
  • Nos EUA, o Dow Jones (INDU) subia 0,6%, o S&P 500 (SPX) tinha alta de 0,6% e o Nasdaq 100 (NDX), 0,8%;

O Banco Central adotou um tom mais otimista que os investidores quanto ao crescimento econômico este ano, à medida que lentamente chega ao fim um dos ciclos de aperto monetário mais agressivos do mundo. O BC manteve a projeção do produto interno bruto para 2022 estável em 1%, segundo o Relatório Trimestral de Inflação. Economistas consultados pelo BC projetam expansão de 0,5% neste ano e de 1,3% no ano que vem para o PIB.

No exterior, os mercados operam com rumos incertos com foco voltado para as negociações na Otan e nos países do G-7 em novas sanções à Rússia, com a guerra completando um mês hoje. Os Estados Unidos anunciaram um novo pacote de sanções às elites russas, legisladores e empresas de defesa, punições destinadas a aumentar a pressão sobre Moscou por sua invasão da Ucrânia. As preocupações sobre o ajuste na política monetária dos bancos centrais do mundo ainda se mantêm, o que adiciona mais uma dose de incerteza aos mercados.

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A divulgação dos números de pedidos de seguro-desemprego nos EUA ajudou a impulsionar um tom positivo à abertura dos mercados por lá, com o registro atingindo nível mais baixo desde 1969.

Na cena doméstica, o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central, divulgado na manhã de hoje, é mais um elemento entre as observações dos traders. O BC adotou um tom mais otimista do que os investidores sobre o crescimento econômico este ano, à medida que se aproxima lentamente do fim de um dos ciclos de aperto monetário mais agressivos do mundo.

Contexto

Os EUA imporão sanções de bloqueio total a mais de 400 indivíduos e entidades, incluindo a Duma, a câmara baixa do parlamento russo, e 328 de seus membros, mais de uma dúzia de elites russas e 48 empresas de defesa russas.

Enquanto isso, o petróleo Brent oscilou entre ganhos e perdas perto de US$ 122 o barril com as notícias de que os EUA e a União Europeia estão perto de um acordo destinado a reduzir a dependência da Europa em relação à energia russa.

A extrema volatilidade nos mercados de commodities causada pelo conflito e pela resposta global está minando a liquidez, de acordo com algumas das maiores tradings do mundo. Os preços das commodities tiveram altas erráticas em meio a pressões de oferta e sanções, já que os ataques da Rússia à Ucrânia não mostram sinais de diminuir, e preocupações crescentes sobre o impacto na economia global deixam os investidores lutando para identificar paraísos.

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As ações russas subiram mais de 4% depois que a Moscow Exchange retomou as negociações de quatro horas em 33 das 50 ações listadas no benchmark. A intervenção do governo russo para sustentar o mercado de ações ajudou a elevar as ações no primeiro dia de negociação desde 28 de fevereiro.

(Com informações de Bloomberg News)

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Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.

Toni Sciarretta

Toni Sciarretta

News director da Bloomberg Línea no Brasil. Jornalista com mais de 20 anos de experiência na cobertura diária de finanças, mercados e empresas abertas. Trabalhou no Valor Econômico e na Folha de S.Paulo. Foi bolsista do programa de jornalismo da Universidade de Michigan.