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Brasil

Brasília em Off: As ambições de Lula e Bolsonaro para 2023

Bolsonaro trabalha para tentar eleger o maior número possível de governadores considerados “orgânicos” -- aqueles que lhe darão apoio até o fim

Se reeleito, Bolsonaro deve desmembrar a Economia, que hoje reúne Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio
Por Martha Beck
18 de Março, 2022 | 06:28 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuam em campos bem diferentes para buscar governabilidade caso vençam a eleição.

Bolsonaro trabalha para tentar eleger o maior número possível de governadores considerados “orgânicos” -- aqueles que lhe darão apoio até o fim. Entram nesse grupo o ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, que concorrerá ao governo do Rio Grande do Sul, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que fará o mesmo em São Paulo, e Ratinho Júnior, que busca a reeleição no Paraná.

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Lula, por sua vez, está em busca de alianças com candidatos de esquerda ao Congresso, de modo que possa construir uma bancada forte e ficar menos refém do centrão. Nessa linha, há conversas, por exemplo, com o ex-governador do PT, Fernando Pimentel, para que ele se candidate a deputado. O governador do Maranhão, Flavio Dino, por sua vez, concorrerá ao Senado, assim como o governador do Piauí, Wellington Dias.

Veja mais: Bolsonaro lança plano social de R$ 165 bi de olho nas eleições

Desmembrar

Já é consenso entre assessores de Bolsonaro que a ideia de fundir vários ministérios numa única pasta e entregá-la a Paulo Guedes sob o rótulo de Economia não funcionou. Faltou lugar para aliados e a fusão não gerou a eficiência esperada.

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Se reeleito, Bolsonaro deve desmembrar a Economia, que hoje reúne Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio. A aposta é esse movimento será mais um balde d’água fria para que Guedes siga com Bolsonaro para um segundo mandato. Isso, claro, se o presidente quiser seguir com o ministro.

Injustiça

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, tem considerado injustas as críticas de que o projeto que regulamenta a mineração em terras indígenas estaria sendo tocado pelo governo a toque de caixa e sem debate com todos os envolvidos. Segundo o ministro, a proposta foi amplamente discutida com vários segmentos, incluindo representantes das comunidades indígenas e de organizações ambientais, na época em que foi entregue ao Congresso, no início de 2020.

O problema é que a pandemia acabou tirando a proposta do radar. Segundo Albuquerque, o fato de projeto estar tramitando em regime de urgência não quer dizer que o governo não vá discutir o assunto novamente com todos os interessados.

Veja mais: Como o Brasil conseguiu destruir sua própria indústria de fertilizantes

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Mais petróleo

Albuquerque, que participará de reunião da Agência Internacional de Energia na próxima semana, tem assegurado que o Brasil poderá aumentar a produção de petróleo num esforço global para garantir o abastecimento diante dos riscos da guerra na Ucrânia.

Segundo o ministro, o plano atual da Petrobras já prevê a entrada em operação de 15 plataformas até 2030, com uma média de produção de 200 mil barris diários. A empresa vai investir uma média US$ 15 bilhões por ano, segundo ele, que estima que as demais companhias que atuam no Brasil também farão um esforço de aumento da produção.

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