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Mercados

Petróleo desaba mais de 15% após Ucrânia sinalizar concessões

Os preços da gasolina nos EUA atingiram um recorde na segunda-feira, enquanto o diesel bateu seu preço mais alto desde 2008

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Por Julia Fanzeres e Alex Longley
09 de Março, 2022 | 02:58 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Os contratos futuros de petróleo afundaram após o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy indicar que está preparado para fazer certas concessões com a Rússia para acabar com a guerra.

Os contratos futuros do petróleo em Nova York caíram mais de 15% na tarde desta quarta-feira depois que Zelenskiy fez os comentários ao jornal alemão Bild. As declarações vieram após os Emirados Árabes Unidos dizerem que pedirão a seus colegas membros da Opep + que aumentem a produção de petróleo mais rapidamente, uma reviravolta dramática que pode colocar o país contra os membros da aliança liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia.

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A vertiginosa subida do petróleo contribui para um aumento da inflação ao patamar mais alto em décadas. Os preços da gasolina nos EUA atingiram um recorde na segunda-feira, enquanto o diesel bateu seu preço mais alto desde 2008. Os preços em alta nas bombas em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia continuam a frustrar os esforços do presidente Joe Biden para domar a inflação e aliviar a dor dos consumidores americanos.

“O mercado de petróleo permanecerá persistentemente volátil e os preços permanecerão apoiados até que ocorra uma grande melhora na guerra na Ucrânia”, disse Ed Moya, analista sênior de mercado da Oanda.

Os EUA e Reino Unido decidiram na terça-feira interromper as importações de petróleo russo depois que a Shell Plc (SHEL) e a BP Plc (BP) disseram que estão interrompendo novas compras, mas outras nações europeias relutam em se comprometer com ações semelhantes. A Agência Internacional de Energia disse que uma liberação de estoque anunciada recentemente chegará a quase 63 milhões de barris de petróleo e produtos, mas isso pouco contribuiu para reduzir os preços.

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Contra o cenário de rápido movimento do mercado, a OPEP+ está à margem, mantendo seu aumento de produção de 400 mil barris por dia. A Rússia é um dos principais líderes do cartel, juntamente com a Arábia Saudita, e um grande produtor de petróleo e derivados, como o diesel.

A Rússia é um grande fornecedor de produtos refinados para a Europa e a ameaça de esgotamento do abastecimento de combustível na região deixou os mercados de diesel em frenesi. Os estoques de destilados recuaram para o nível mais baixo desde novembro de 2014, caindo 5,23 milhões de barris, segundo dados do governo.

As importações de petróleo da Rússia representaram cerca de 3% de todos os embarques de petróleo que chegaram aos EUA ano passado. Quando outros produtos petrolíferos são incluídos, como óleo combustível inacabado, a Rússia respondeu por cerca de 8% das importações de petróleo. Uma votação planejada na Câmara sobre a legislação para proibir as importações foi adiada, mesmo com Biden avançando com a ação executiva em meio à crescente pressão política para fazê-lo.

“O mercado está aguardando o efeito dominó da Europa continental anunciando uma proibição, no entanto, com as grandes petrolíferas anunciando que não tocarão no petróleo russo, já existe uma proibição de fato”, disse Keshav Lohiya, fundador da consultora Oilytics.

Preços

  • West Texas Intermediate para entrega em abril caiu US$ 13,41 (10,8%) para US$ 110,29 por barril às 12h41 em Nova York (14h41 em Brasília);
  • Brent para liquidação em maio caiu US$ 14,40 (11,3% ) para US$ 113,58 o barril

A Shell e a BP disseram que não farão novas compras de petróleo e gás russos, mas não podem se desvencilhar imediatamente do país em parte devido a contratos de longo prazo. A mudança é uma reviravolta dramática para a Shell, que enfrentou fortes críticas por sua compra de petróleo russo na semana passada e pode ter um enorme impacto no refino de petróleo da região.

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