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Internacional

Heineken suspende venda de cervejas na Rússia

Empresa aderiu à debandada corporativa em retaliação à invasão na Ucrânia e interrompeu venda de produtos de marca própria

Resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia se intensifica
Por Deirdre Hipwell
09 de Março, 2022 | 09:21 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A Heineken interrompeu a produção e a venda de sua cerveja na Rússia, juntando-se ao êxodo de empresas em resposta à invasão da Ucrânia.

A decisão amplia o escopo de outras medidas da cervejaria holandesa, que já havia suspendido novos investimentos e exportações de produtos de outras marcas para a Rússia. A produção, a publicidade e a venda da marca Heineken serão interrompidas imediatamente, disse a empresa em comunicado na quarta-feira (9).

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As ações subiam aproximadamente 4,3% no início do trading.

A Heineken entrou para uma lista cada vez maior de empresas que estão deixando o mercado russo em meio à intensa retaliação à decisão do presidente Vladimir Putin de invadir a Ucrânia. A pressão pública e os boicotes de empresas que fazem negócios na Rússia se intensificaram nos últimos dias, à medida que a guerra e a crise humanitária pioravam.

A Carlsberg, maior cervejaria da Rússia por meio de sua propriedade da Baltika Breweries, disse na semana passada que está interrompendo novos investimentos na Rússia, bem como as exportações de produtos de outras empresas da Carlsberg para o país. Na terça-feira (8), o McDonald’s (MCD), a Coca-Cola (KO) e a Starbucks (SBUX) afirmaram que interromperão temporariamente as operações comerciais no local.

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A Heineken não aceitará mais nenhum benefício financeiro líquido derivado de nossas operações russas”, disse a empresa. Ela também acrescentou que agora também está avaliando as opções estratégicas para o futuro do negócio na Rússia, onde opera há duas décadas.

A empresa também está tomando medidas para isolar os negócios russos do grupo mais amplo para “interromper o fluxo de dinheiro, royalties e dividendos para fora da Rússia”.

--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

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