Mercados

UBS tem US$ 200 mi em exposição a ativos russos via empréstimos

Banco suíço também identificou ‘um pequeno número’ de clientes que sofreram sanção em resposta à invasão da Ucrânia

UBS disse que sua exposição direta ao risco-país para a Rússia adicionou US$ 634 milhões à sua exposição total aos mercados emergentes de US$ 20,9 bilhões
Por Marion Halftermeyer
07 de Março, 2022 | 04:41 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — O Grupo UBS (UBS) tem uma exposição de cerca de US$ 200 milhões em ativos russos que foram usados como garantia de empréstimos a clientes em sua unidade de alta renda.

O banco suíço também identificou “um pequeno número” de clientes dos quais gere o patrimônio que sofreram sanção em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia, disse em seu relatório anual, publicado nesta segunda-feira. Esses clientes tinham menos de US$ 10 milhões em empréstimos totais pendentes em 3 de março.

“Estamos trabalhando para implementar sanções impostas pela Suíça, EUA, UE, Reino Unido e outros”, disse o CEO Ralph Hamers e o chairman Axel Weber em relatório.

Ralph HamersFotógrafo: Krisztian Bocsi/Bloombergdfd

Russos ricos com alguma ligação com o presidente Vladimir Putin tiveram ativos congelados em todo o mundo, enquanto outros clientes ricos que pediram empréstimos contra ativos russos tiveram que oferecer mais garantias depois que esses títulos perderam valor. A Bloomberg disse anteriormente que o UBS e o Credit Suisse estão fazendo chamadas de margem para alguns clientes que usam títulos russos como garantia, depois da queda no valor da dívida emitida pelo país e suas empresas.

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Em uma chamada de margem, os bancos pedem mais dinheiro ou ativos aos investidores, geralmente durante a deterioração das condições do mercado ou outro evento. O banco pode liquidar à força as posições dos clientes se eles não puderem ou não quiserem depositar os fundos.

O UBS disse que sua exposição direta ao risco-país para a Rússia adicionou US$ 634 milhões à sua exposição total aos mercados emergentes de US$ 20,9 bilhões. Não estão inclusos no valor US$ 51 milhões em ativos líquidos mantidos em sua subsidiária russa. Não detinha exposição direta ao risco-país para a Ucrânia ou a Bielorrússia em 31 de dezembro.

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