Mercados

Ibovespa amplia queda puxada por Petrobras e varejistas

Índice recuava mais de 1,6% nesta tarde, seguindo o mau humor externo; juros futuros disparavam, enquanto o dólar operava em alta

stock
07 de Março, 2022 | 03:12 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — Os mercados operavam no campo negativo nesta segunda-feira (7), com investidores monitorando a guerra na Ucrânia e a forte valorização das commodities ao redor do mundo.

Por aqui, o Ibovespa (IBOV) ampliou as quedas nesta tarde e recuava 1,7% por volta das 15h (horário de Brasília), puxado, em parte, pela baixa de 5,1% e 3,8% das ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3; PETR4), respectivamente.

Segundo informações da agência de notícias Reuters, citando fontes não identificadas, a Petrobras deve solicitar aprovação do governo nesta semana para elevar os preços dos combustíveis nas refinarias. Espera-se um pequeno aumento do preço do combustível, abaixo dos preços internacionais, disseram duas fontes à agência.

O Governo disse à Petrobras que está considerando restabelecer temporariamente os subsídios aos combustíveis, usados em 2018 pelo então presidente Michel Temer, para absorver a volatilidade internacional, disse uma terceira pessoa à Reuters, ponderando que a proposta não tem apoio até agora do Ministério da Economia devido a restrições orçamentárias e de gastos. A Petrobras não respondeu aos pedidos de comentários da Reuters.

PUBLICIDADE

Também caíam forte as ações de companhias aéreas e varejistas, como as de Azul (AZUL4), que despencavam 14,25% na Bolsa, e Gol (GOLL4), com baixas de 13,2%. Empresas como Petz (PETZ3), Alpargatas (ALPA3) e Natura (NTCO3) tinham queda de 7,4%, 9,5% e 7,4%, respectivamente.

Na ponta oposta, apresentavam ganhos nesta segunda ações de mineradoras e siderúrgicas, como Vale (VALE3), que subia 2,8% e CSN Mineração (CMIN3), que tinha alta de 1,5%.

Veja mais: Banco Inter anuncia R$ 38,1 milhões em JPC; saiba como receber provento

  • O Ibovespa recuava 1,68%, aos 112.549 pontos por volta das 14h (horário de Brasília);
  • O dólar à vista subia 0,39%, aos R$ 5,09;
  • No mercado de juros futuros, o movimento era de alta, principalmente nas curvas longas. O DI com vencimento em 2027, por exemplo, disparava 27 pontos-base, a 11,96%;
  • O Bitcoin recuava 2,35%, negociado aos US$ 38.112;

Quadro externo

No ambiente internacional, as ações dos Estados Unidos recuavam em meio a um aumento da preocupação com os custos de energia mais altos, à medida que os investidores avaliavam o impacto do aumento dos preços das commodities na inflação e no crescimento econômico.

PUBLICIDADE

Os índices S&P 500 e Nasdaq 100 caíram pelo menos 2%. As ações de tecnologia e redes sociais foram as que mais contribuíram para as perdas no S&P 500, enquanto o setor de energia se recuperou.

O preço do petróleo saltou diante da perspectiva de uma proibição dos suprimentos russos, com o petróleo tipo Brent subindo para US$ 139 o barril, antes de ser negociado perto de US$ 120. O gás, o paládio e o cobre europeus atingiram recordes históricos.

  • Nos EUA, o Dow Jones caía 1,86%, o S&P 500 recuava 2,13%, enquanto o Nasdaq tinha queda de 2,20%;
  • Na Europa, a sessão foi de queda para os principais índices acionários. O índice Dax, da Alemanha, caiu 1,98%, equanto o CAC-40, de Paris, recuou 1,31%;

O governo Biden está considerando proibir a importação de petróleo e produtos energéticos russos, o que pode aumentar a pressão econômica à medida que mais empresas se retiram do país em resposta à invasão da Ucrânia por Moscou. Os governos da União Europeia estavam divididos sobre a adesão aos EUA.

“Quanto mais os preços do petróleo e a inflação permanecerem elevados – e, assim, ameaçar o fim precoce dessa expansão econômica e do mercado altista – mais os investidores reduzirão sua exposição às ações”, escreveu Sam Stovall, estrategista-chefe de investimentos da CFRA. “A incerteza do investidor deve elevar a angústia.”

(Com informações da Bloomberg News)

Leia também:

AO VIVO: Ucrânia e Rússia terão nova rodada de negociações

Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.

PUBLICIDADE