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Brasil

Cinco assuntos quentes para o Brasil na próxima semana

No Brasil, IPCA-15 moverá os juros após mercado elevar apostas em altas da Selic; quadro eleitoral seguirá no radar

Mercado irá verificar se terá continuidade o fluxo que tem sustentando os ganhos da moeda e da bolsa no Brasil
Por Josue Leonel
18 de Fevereiro, 2022 | 08:43 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — Atritos sobre a Ucrânia segue movendo os mercados, que vão monitorar reunião entre autoridades dos EUA e Rússia na próxima semana. Dados de atividade americanos e europeus e falas de dirigentes do Fed também estão no radar. No Brasil, IPCA-15 moverá os juros após mercado elevar apostas em altas da Selic. Fluxo e quadro eleitoral devem seguir guiando câmbio e bolsa. AGE da Eletrobras e balanço da Petrobras são destaques corporativos.

Veja mais: Balanços Petrobras, Vale, BRF; AGE da Eletrobras: Radar SA

EUA e Rússia

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, concordou em se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, para negociações na Europa na próxima semana. A notícia chegou a trazer algum alívio aos mercados na manhã desta sexta-feira, após a posição americana sobre a concentração militar russa perto da Ucrânia derrubar as bolsas ontem.

O presidente dos EUA, Joe Biden, alertou na quinta-feira que a probabilidade de uma invasão russa da Ucrânia ainda é “muito alta”, enquanto Moscou segue negando intenção de invadir o país vizinho.

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Economia dos EUA e Fed

EUA têm agenda forte de indicadores, com destaque para PMIs no dia 22, PIB dia 24 e o deflator PCE dia 25. Expectativas de aperto monetário podem ainda ser influenciadas pelas falas de dirigentes do Fed como Raphael Bostic, dias 22 e 24, e Thomas Barkin e Loretta Mester, também dia 24. Fora dos EUA, zona do euro e Reino Unido também divulgarão PMIs.

Veja mais: JPMorgan alerta para lucros piores e recuo das bolsas globais

IPCA-15 e apostas na Selic

IPCA-15 de fevereiro sai no dia 23 e deve ser o principal impulsionador dos juros futuros. Qualquer surpresa para cima poderia ampliar as apostas do mercado em altas maiores da Selic. Após a ata do Copom e falas do diretor Bruno Serra do BC, vistas como hawkish, o mercado chegou a precificar nesta semana uma Selic perto de 13% para o final do ciclo.

Agenda carregada na semana ainda traz IGP-M e primeiros resultados fiscais, das contas externas e do crédito no ano, além da taxa de desemprego de dezembro. Mercado ainda avalia se a pesquisa Focus ajustará projeções da Selic com o discurso mais duro do BC.

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Fluxo e quadro político

Mercado verifica se terá continuidade o fluxo que tem sustentando os ganhos da moeda e da bolsa no Brasil. O dólar deve fechar a sexta semana seguida de baixa, próximo ao nível técnico de R$ 5,11 a R$ 5,14. O Ibovespa busca estender a alta com ações vistas como baratas atraindo compras estrangeiras, mas enfrentando volatilidade externa. Investidores também têm se mostrado mais positivos sobre o quadro eleitoral diante dos acenos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao centro.

Petistas próximos a Lula dizem que o novo presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, tem o perfil ideal para comandar a economia caso o ex-presidente seja eleito, de acordo com o colunista Gerson Camarotti, do G1. O presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que deputados e senadores buscam um consenso antes de votar os projetos sobre combustíveis, segundo a Agência Câmara.

Eletrobras e Petrobras

Veja mais: Petrobras reduz produção de óleo e gás no final de 2021

A Eletrobras reúne acionistas na terça-feira para discutir a privatização e a reestruturação societária que vai manter sob controle da União a Eletronuclear e a Itaipu Binacional. Os questionamentos do ministro Vital do Rêgo, do TCU, sobre o valor da outorga podem ter impactos na AGE, segundo o Valor.

Safra de balanços tem como destaque Petrobras, no dia 23, e inclui ainda resultados de Gerdau, GPA, Banco Inter, BRF, Ambev e Americanas, entre outros.

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