Negócios

JPMorgan alerta para lucros piores e recuo das bolsas globais

Investidores mais otimistas apontaram para os fundamentos das empresas como motivo para mais ganhos nas bolsas

Sucursal del Chase Bank en Nueva York
Por Nikos Chrysoloras e Thyagaraju Adinarayan
18 de Fevereiro, 2022 | 10:35 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — As expectativas sobre o crescimento dos lucros corporativos estão diminuindo rapidamente, alertaram estrategistas JPMorgan (JPM), anunciando mais problemas para o mercado acionário global após um início de ano decepcionante.

“O saldo de revisões para cima nas estimativas de lucro ainda é positivo, mas o ritmo já se aproxima rapidamente do ambiente de saldo negativo nas revisões das projeções para os lucros por ação”, afirmaram em nota estrategistas da chamada área quant do banco, liderados por Khuram Chaudhry. Esses cortes nas estimativas de lucro por ação “frequentemente levam a grandes mudanças na equação risco/retorno e aumentam a volatilidade do mercado acionário”, acrescentou Chaudhry.

Após um período de quedas nas bolsas desencadeado por expectativas de aperto monetário mais agressivo do que o previsto ao redor do mundo para conter a alta da inflação, os investidores mais otimistas apontaram para os fundamentos das empresas como motivo para mais ganhos nas bolsas globais. Embora os balanços divulgados até agora estejam geralmente melhores do que se previa, o crescimento dos lucros está mais lento e os executivos dessas companhias estão compartilhando projeções mais pessimistas para o futuro.

“As revisões para cima persistem nos EUA, na Europa e no mundo”, disse Chaudhry. “No entanto, o ritmo dessas revisões está diminuindo rapidamente e o cenário para os lucros está piorando”, acrescentou o estrategista, que citou o Japão como a região com as maiores revisões para cima nas expectativas de lucro.

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O time de renda variável do JPMorgan se destaca como um dos mais otimistas de Wall Street em relação às perspectivas para as bolsas globais. Do lado oposto, um notável pessimista como Michael Harnett, do Bank of America, reiterou nesta sexta-feira que o “choque de juros” se transformará em “choque de recessão” e recomenda posição vendida em ações.

O desânimo não é generalizado. A recente retração nos ativos de risco não evoluirá para uma configuração de mercado em queda compatível com uma recessão, afirmou Peter Oppenheimer, estrategista-chefe de ações globais do Goldman Sachs Group, em entrevista à Bloomberg TV. “Ainda veremos a continuidade da atividade econômica ao longo deste ano”.

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