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Mercados

Ibovespa fecha em queda, seguindo Wall Street, em dia de sessão volátil

Investidores monitoraram commodities e projeções mais elevadas para o IPCA, enquanto aguardam por dados econômicos ao longo da semana

Destaque positivo da sessão ficou com BB Seguridade, que subiu 5,74% na Bolsa nesta segunda (7)
07 de Fevereiro, 2022 | 06:30 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — Com os investidores monitorando perspectivas mais elevadas para a inflação e tensões comerciais entre Estados Unidos e Irã no mercado de commodities, o Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão desta segunda-feira (7) em leve baixa, aos 111.996 pontos.

De acordo com o relatório Focus, divulgado nesta manhã pelo Banco Central, a expectativa é de que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tenha alta de 5,44% em 2022, acima dos 5,38% projetados anteriormente. Esta foi a quarta elevação consecutiva nas projeções.

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No índice, o destaque positivo do dia ficou com BB Seguridade (BBSE3), cujas ações subiram 5,74%, negociadas a R$ 24,14, após a divulgação dos resultados trimestrais.

Ainda entre as maiores altas do dia, JBS (JBSS3) e Yduqs (YDUQ3) tiveram ganhos de 4,91% e 4,26%, negociadas a R$ 35,92 e R$ 22,54, respectivamente.

Na ponta oposta, lideraram as perdas do principal índice de renda variável brasileiro as ações de Hapvida (HAPV3) e NotreDame (GNDI3), após divulgação dos números de sinergias entre as empresas.

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  • As ações HAPV3 fecharam em queda de 4,67%, aos R$ 11,85
  • Os papéis GNDI3 também recuaram 4,67%, a R$ 67,70

Nos Estados Unidos, os mercados viraram para queda minutos antes do fechamento, em uma sessão volátil, com os investidores avaliando as perspectivas para a política monetária antes dos principais dados de inflação, a serem divulgados no final desta semana.

Veja mais: Maior rali em uma década é ameaçado por alívio em combustível

As preocupações recaem sobre a perspectiva do ciclo de aperto monetário mais acentuado desde a década de 1990 no país, com os mercados precificando mais de cinco aumentos nas taxas de juros do Federal Reserve, o banco central americano, em 2022.

O relatório de inflação dos EUA desta semana pode ampliar ainda mais a volatilidade do mercado. Isso porque a expectativa é de uma taxa de 7% – a mais alta desde o início da década de 1980.

Já entre as commodities, o petróleo fechou em queda em meio aos sinais de que os EUA podem retirar sanções comerciais ao petróleo iraniano.

  • O petróleo WTI fechou com queda de 1,17%, negociado a US$ 91,23 o barril, enquanto o petróleo tipo Brent (abril) teve queda de 0,73%, a US$ 92,59.

Atenção ainda para o Bitcoin (BTC), que avançou pelo quinto dia consecutivo, em seu maior rali desde setembro. A maior criptomoeda em termos de valor de mercado subiu mais de 5%, ultrapassando os US$ 44 mil.

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Confira, a seguir, como fecharam os principais indicadores na sessão desta segunda-feira (7):

  • O Ibovespa (IBOV) teve queda de 0,22%, aos 111.996 pontos
  • O dólar (USDBRL) fechou em queda de 1,4%, negociado aos R$ 5,25
  • No mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em 2023 fechou estável, a 11,98%, enquanto o DI com vencimento em 2027 recuou 8 pontos-base, a 11,14%
  • Nos EUA, os índices acionários encerraram o pregão em queda. O S&P 500 recuou 0,37%, enquanto o da Nasdaq teve perdas de 0,58%. Já o Dow Jones fechou estável
  • Na Europa, os mercados fecharam com desempenho positivo. Destaque para os índices CAC-40, da França, e FTSE, do Reino Unido, com ganhos de 0,83% e 0,76%, respectivamente
  • O Bitcoin (BTC) operava em alta de 5,7%, a US$ 44.067 por volta das 18h20

Nesta semana, o noticiário corporativo é agitado com a divulgação de balanços de bancos referentes ao quarto trimestre, caso de Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Santander (SANB11).

A semana conta ainda com os dados de inflação no Brasil (IPCA), a prévia oficial do PIB, medida pelo IBC-Br, além de dados de serviços e varejo.

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(Com informações de Bloomberg News)

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Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.

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