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Internacional

Hong Kong compra de milhões de testes de covid para conter surto

Dezenas de milhões de autotestes serão usados para diminuir ameaça de sobrecarrega do sistema de saúde

Hong Kong registrou 131 novos casos nesta sexta-feira, com todos, exceto um, decorrentes da transmissão comunitária
Por Jinshan Hong e Michelle Cortez
04 de Fevereiro, 2022 | 02:37 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Hong Kong está comprando “dezenas de milhões” de autotestes de covid para enviar aos 7,4 milhões de habitantes da cidade, já que o aumento de casos da doença ameaça sobrecarregar o sistema de saúde do centro financeiro.

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“Este último surto é o pior que vimos nos últimos dois anos”, disse a chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, em entrevista coletiva nesta sexta-feira. “Então, vamos lançar um teste universal rápido de antígeno, o que significa que cada pessoa de Hong Kong poderá obter um kit”.

Lam também disse que o centro de quarentena de Penny’s Bay, administrado pelo governo, pode ser convertido em uma instalação de isolamento para pessoas com infecções leves se os casos continuarem a aumentar. Atualmente, a instalação é reservada para pessoas saudáveis que tiveram contato com alguém infectado ou que acabaram de chegar de viagem. Sob os novos planos, essas pessoas ficariam em quarentena em casa, disse Lam, acrescentando que as mudanças ainda estão em andamento.

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O programa de passaporte de vacinas da cidade, que exige que as pessoas estejam imunizadas para entrar em restaurantes e prédios públicos e que entra em vigor em 24 de fevereiro, será fortalecido. Mais locais serão incluídos, disse Lam sem dar detalhes, e os residentes precisarão no futuro receber três vacinas para atender aos requisitos de passaporte.

Lam disse que o governo pedirá na terça-feira ao Conselho Executivo da cidade que aprove restrições de distanciamento social mais rígidas, que entrarão em vigor em 17 de fevereiro caso aprovadas, mas não especificou as propostas. Ela também anunciou uma sexta rodada de financiamento para combate à pandemia de cerca de 20 bilhões de dólares de Hong Kong, direcionado a indivíduos e empresas diretamente afetados, como bares e academias.

Hong Kong teve alta em casos de contaminação comunitáriadfd

Hong Kong registrou 131 novos casos nesta sexta-feira, com todos, exceto um, decorrentes da transmissão comunitária. Quase metade das infecções locais, 59 pessoas, não tem origem conhecida.

O número crescente de infecções não rastreáveis sugere cadeias silenciosas de transmissão na comunidade. Houve pelo menos 30 casos por dia sem uma fonte conhecida nos últimos três dias, o número mais alto no atual surto.

Autoridades disseram esperar um aumento significativo no número de infecções após o feriado de três dias do Ano Novo Lunar desta semana, quando as pessoas tendem a se reunir com familiares e amigos em ambientes fechados. As atuais medidas de mitigação, incluindo restrições de jantar em restaurantes após às 18h, e fechamento de cinemas, academias e bares, apenas reduziram o movimento dentro da cidade em 20% a 30%, disse Lam.

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A expectativa é de que as visitas a famílias e locais de culto durante os feriados diminuam ainda mais esse progresso, disse Lam, que pediu a suspensão de reuniões religiosas e outros grandes encontros.

O governo enviará os testes rápidos de antígeno, que podem ser realizados em casa em minutos, para todos na cidade assim que estiverem disponíveis, disse Lam. As pessoas não serão punidas se não usarem o teste, segundo ela.

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