PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Brasil

Lula: Minha preocupação não é com o acionista da Petrobras

Ex-presidentre disse que o custo do petróleo não tem porque estar ligado ao mercado internacional

Lula criticou a política de paridade internacional do preço do combustível
28 de Janeiro, 2022 | 01:51 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

O custo do petróleo não tem porque estar ligado ao mercado internacional, afirmou o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as pesquisas de opinião para as eleições presidenciais deste ano, em entrevista à rádio Liberal, de Belém do Pará.

Ao responder uma pergunta sobre o peso do ICMS no preço dos combustíveis, o ex-presidente disse que o preço dos combustíveis da Petrobras (PETR4) não pode estar submetido ao mercado externo.

PUBLICIDADE

“O combustível brasileiro não pode continuar subordinado a preços internacional. Se preparem porque, se a gente voltar a presidir, com todo o respeito que tenho com acionistas, a minha preocupação não é com acionista de Nova York, a minha preocupação é com o acionista povo brasileiro, com o cara que compra um carrinho velho a prestação e depois vai no posto e não consegue colocar gasolina”, disse Lula.

Veja mais: Lula mais centrista embala entrada de estrangeiro, diz Gauss Capital

Lula criticou a política de pagamento de dividendos da companhia e voltou a insistir na tese que a Petrobras deve construir refinarias para que o país deixe de exportar óleo cru e importar derivados de petróleo. Segundo ele, mais de 400 empresas hoje importam gasolina e outros derivados.

PUBLICIDADE

“Este ano me parece que vai se investir 65 bilhões de dólares para pagar acionista, por que não se investe em benefício do povo brasileiro? Por que não investimos para gerar emprego. Por que ao invés de pagar dividendos para os acionistas, a gente não faz um investimento nas nossas refinarias para que a gente adquira mais capacidade de refino para gasolina e o óleo diesel?”, disse.

No curso da mesma resposta sobre preço dos combustíveis, Lula também criticou a proposta de privatização da Eletrobras (ELET6), que, segundo ele, tornaria a energia mais cara no país.

“Agora querem vender a Eletrobras. Para quê? Para passar um produto que foi construído pelo povo brasileiro para a iniciativa privada cobrar mais caro do povo brasileiro”, disse Lula.

Veja mais: Mobius vê cenário nebuloso no Brasil e aposta em vitória de Lula

O petista afirmou que o programa Luz para Todos, de universalização do acesso à energia elétrica, não seria possível sem que o Estado controlasse a Eletrobras. “Para fazer o Luz para Todos e levar energia de graça para as pessoas pobres do interior, é o Estado que tem que pagar. Nenhum empresário vai ser socialista a ponto de colocar o seu lucro para fazer benefício para o pobre”.

Lula afirmou ainda que o vice-presidente de sua chapa deverá ser um contraponto ao próprio PT. Ele disse procurar alguém que possa trazer outros setores da sociedade e ajudar no funcionamento de um governo de coalizão.

PUBLICIDADE

“Vamos precisar discutir emendas e orçamento secreto”, disse ele.

Veja mais: Lula diz que dialogará com centro e direita para construir maioria

O ex-presidente também afirmou que pretende envolver sindicatos e empregadores nas discussões da reforma trabalhista.

PUBLICIDADE

Lula também comemorou o arquivamento do processo do tríplex pela 12ª vara da Justiça Federal de Brasília, chamando a acusação de ter recebido um apartamento no Guarujá como proprina da empreiteira OAS de “mentira contada pelos meus algozes”.

O caso foi responsável pela condenação do petista a nove anos de prisão em 2017 pelo então juiz Sergio Moro, sentença aumentada para 12 anos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. A condenação, que levou Lula a 580 dias de prisão e impediu sua candidatura na eleição de 2018, foi anulada no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal em uma decisão que considerou, primeiro, a vara de Curitiba incompetente para julgar o ex-presidente.

Como desdobramento do mesmo caso, o STF também acolheu um recurso da defesa do ex-presidente que questionava a imparcialidade de Moro para julgar Lula.

(Com Bloomberg News)

PUBLICIDADE

Leia também:

Viúva de 87 anos briga com o Itaú por R$ 167 milhões

BBB 22: Por dentro da máquina de dinheiro da Globo

PUBLICIDADE