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Tech

Sony produzirá mais PlayStation 4 para suprir falta do PlayStation 5

Novo modelo do aclamado console está esgotado desde seu lançamento devido basicamente à escassez de chips

A Sony está enfrentando gargalos como escassez de chips e os altos custos de envio
Por Takashi Mochizuki e Debby Wu
12 de Janeiro, 2022 | 08:37 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — A Sony (SONY) continuará produzindo consoles PlayStation 4 em 2022, ao passo que enfrenta interrupções na cadeia de suprimentos global que limitaram a produção de seu modelo mais caro PlayStation 5.

O conglomerado japonês, cujo carro-chefe, o PlayStation 5, está em falta desde o lançamento em novembro de 2020, disse a parceiros de montagem no final do ano passado que continuaria fabricando o modelo anterior durante este ano, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Embora a Sony nunca tenha anunciado oficialmente quando deixaria de fabricar o PlayStation 4, a empresa havia planejado interromper a montagem no final de 2021, segundo as fontes, que pediram para não serem identificadas, pois os planos não são públicos.

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A estratégia acrescentaria cerca de um milhão de unidades de PlayStation 4 este ano para ajudar a compensar parte da pressão sobre a produção de PlayStation 5 – número que será ajustado de acordo com a demanda, afirmaram essas pessoas. O console mais antigo usa chips menos avançados, é mais simples de fazer e constitui uma alternativa econômica ao PlayStation 5.

Veja mais: Apple deve cortar meta de produção do iPhone 13 devido à escassez de chips

Aumentar os pedidos de produção ao acrescentar o PlayStation 4, que é mais barato para fabricar, também daria à Sony mais liberdade ao negociar com parceiros de fabricação para obter negócios melhores, de acordo com duas dessas fontes.

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Um porta-voz da Sony confirmou que a produção do PlayStation 4 continuaria este ano e disse que a empresa não planejava parar de fabricar o console. “É um dos consoles mais vendidos de todos os tempos e sempre há sobreposição entre as gerações”, disse a empresa.

A ambição da Sony com o PlayStation 5 era fazer uma transição rápida para o hardware mais recente, disse o chefe da marca PlayStation, Jim Ryan. Mas a pandemia desacelerou o desenvolvimento de software em toda a indústria de jogos e desencadeou um aumento na demanda por hardware, o que tornou escassos até os componentes mais básicos. O resultado foi um console difícil de encontrar e sem uma gama sólida de jogos exclusivos.

O antecessor PlayStation 4, lançado em 2013, vendeu mais de 116 milhões de unidades até o momento e continua sendo uma opção popular entre os jogadores. O console ainda gera uma parte substancial da receita da divisão de jogos da Sony com vendas de assinaturas e software.

A unidade PlayStation está enfrentando uma série de imprevistos, incluindo um ritmo de produção do PlayStation 5 mais lento do que o esperado e cambistas virtuais que desfalcam o suprimento do console mais novo para o varejo. Ampliar a disponibilidade do PlayStation 4 é considerado internamente como um meio de preencher a lacuna no fornecimento e manter os jogadores dentro do ecossistema PlayStation, segundo um funcionário da Sony que não está autorizado a falar publicamente.

Entre os gargalos mais graves da cadeia de suprimentos hoje estão os chips baratos de uso geral para funções de áudio, energia e comunicação sem fio. Algumas fabricantes de consoles descobriram que até estabelecer um preço mais alto não garantirá o fornecimento desses componentes, pois toda a produção atual já foi vendida, de acordo com as fontes. Mesmo com consoles acabados, a distribuição continua sendo um desafio, pois os custos de envio aumentaram vertiginosamente.

Embora os jogos continuem sendo a maior fonte de receita da Sony, a gigante japonesa de eletrônicos está explorando novas áreas para sustentar o crescimento. A empresa está se preparando para lançar headsets de realidade virtual mais potentes para aproveitar futuros jogos e aplicativos no chamado metaverso e está considerando lançar seus próprios veículos elétricos.

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--Esta notícia foi traduzida por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

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