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Softbank lidera investimento de US$ 40 mi e entra no agro brasileiro

Este é o primeiro investimento relacionado ao setor agrícola do SoftBank

Tempo de leitura: 2 minutos

Miami — A fintech brasileira TerraMagna anunciou a conclusão de um financiamento de US$ 40 milhões pelo SoftBank e pela Shift Capital, marcando o primeiro investimento relacionado ao agronegócio do SoftBank.

O dinheiro será dividido por meio de financiamento de equity (US$ 10 milhões) e financiamento de dívida (US$ 30 milhões).

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Não é segredo que o agronegócio é um dos maiores setores do Brasil, e o emprego na área representa cerca de 9% do total de empregos no país. Mas um dos principais problemas que ainda não foram resolvidos é que os agricultores não têm muita liquidez. Assim, geralmente dependem de empréstimos de varejistas que vendem insumos (por exemplo, sementes, fertilizantes, pesticidas), maquinário e outros bens usados na agricultura. Mas obter acesso a produtos financeiros no Brasil para a agricultura nem sempre é fácil porque o espaço não é digitalizado e porque as cobranças de uma fazenda hipotecada tendem a levar de cinco a sete anos, deixando os credores cautelosos em assumir o risco.

É aí que entra a TerraMagna. A startup analisa uma série de fontes de dados que usa para subscrever uma fazenda, como imagens de satélite, dados governamentais sobre ambientalismo, dados climáticos e informações do cartório, entre outros.

“Se estiver contribuindo para o desmatamento, provavelmente terá dificuldade em vender sua soja”, disse Bernardo Fabiani, cofundador e CEO da TerraMagna. Fabiani está se referindo ao valor que os consumidores de hoje dão à responsabilidade corporativa. Por meio de imagens de satélite e dados governamentais, a startup pode dizer se um agricultor está cumprindo as diretrizes ambientais.

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“Temos um ditado: ‘se estiver operando no vermelho, não vai se importar com o verde’”, disse Fabiani.

Mas a TerraMagna é mais do que apenas uma credora. A empresa oferece um POS (sistema de ponto de venda) para varejistas agrícolas e, como resultado, consegue captar todos os tipos de dados financeiros sobre o próprio varejista e sobre o agricultor.

Fabiani disse que seu objetivo é ser como o Toast, processador de pagamentos multifuncional americano que também oferece um POS.

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“Conseguimos emprestar dinheiro porque estamos intimamente ligados aos processos de nossos clientes”, disse Fabiani.

Histórico

Fabiani e Rodrigo Marques, cofundador e COO da empresa, lançaram a TerraMagna em 2017 e em 2019 mudaram para o modelo atual. A empresa atualmente tem 110 funcionários e planeja usar o dinheiro da rodada para aumentar a equipe de tecnologia e vendas. A empresa teve um crescimento de 3,6 vezes ano a ano.

Você poderia pensar que os fundadores de uma agritech misturada com uma fintech no Brasil teriam formação em agricultura ou finanças, mas não é o caso da essa dupla de fundadores. Ambos são engenheiros eletrônicos e decidiram fundar a TerraMagna quando perceberam que havia espaço para inovações no setor.

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“Somos bons em construir coisas que funcionam e que duram”, disse Fabiani.

--Esta notícia foi traduzida por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea

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Marcella McCarthy

Marcella McCarthy (Brasil)

Jornalista americana/brasileira especializada em tech e startups com mestrado em jornalismo pela Medill School na Northwestern University. Cobriu America Latina, Healthtech e Miami para o TechCrunch e foi fundadora e CEO de um startup Americano na área de EdTech. Baseada em Miami.

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