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Mercados

Metais básicos em 2021: ouro vacila e minério de ferro afunda

Cobre bateu recorde, enquanto o estanho foi a grande estrela e o ouro - antes considerado como um ativo de menos risco - decepcionou

Reduções na oferta, desaceleração econômica e crise energética
Por Krystal Chia
01 de Janeiro, 2022 | 03:52 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Os metais fecharam um 2021 tumultuado dominado por reduções na oferta, desaceleração econômica liderada pelo setor imobiliário na China e uma crise energética global, que sugere que mais interrupções estão por vir.

2021 viu o cobre bater um recorde, à medida que a pandemia turvava a oferta e a demanda, mas o estanho foi a estrela de desempenho, já que os metais básicos subiram. No final das contas, quem apostava no ouro ficou desapontado, mesmo com a alta da inflação. E o minério de ferro sofreu um colapso crescente de mais de US$ 200 a tonelada para menos de US$ 100, com o declínio do apetite da China.

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Os contornos de outros fatores importantes de 2022 já são visíveis. Estoques perigosamente baixos foi um tema entre os metais que continuará no próximo ano - especialmente se a economia global continuar a melhorar. As medidas de estímulo de Pequim podem colocar um piso para os problemas do aço da China, enquanto o aperto do Federal Reserve dos Estados Unidos e a teimosa inflação representam um vento contrário em outros lugares. Observe a agenda energética e climática, que deve dominar o alumínio, em particular.

“Os metais básicos tiveram um desempenho excepcionalmente bom no ano, o que não é surpreendente, pois eles efetivamente recuperaram o terreno perdido em 2020″, Gavin Wendt, diretor fundador da Mine Life. “No próximo ano deve haver uma continuação da demanda geral positiva, mas com maior volatilidade de preços à medida que o lado da oferta se recupera.

Normalmente, o estanho não recebe muita atenção, mas foi o grande vencedor e talvez o garoto-propaganda dos metais em 2021. Os preços quase dobraram em relação ao ano anterior, com um boom de eletrônicos alimentando a demanda e as interrupções da Covid-19 prejudicando o fornecimento. O índice LMEX de seis metais negociados em Londres está caminhando para um sétimo ganho trimestral.

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O minério de ferro foi um dos grandes perdedores de 2021, com o aparente fim da era de construção frenética da China arrastando os preços. Mas as autoridades devem implementar estímulos fiscais e políticas monetárias para conter a forte desaceleração deste ano. Os últimos dados de manufatura de dezembro já mostraram um ímpeto de alta intacto.

O ouro terminou o ano um pouco abaixo de onde começou, após um sinuoso 2021, com os investidores se voltando para ativos mais arriscados, incluindo energia e commodities industriais. O aperto do Fed ameaça trazer mais ventos contrários. Em grande parte, os investidores esperam que o Fed aumente as taxas de juros três vezes em 2022, com alguns participantes do mercado esperando uma alta no início de março.

Por enquanto, os crescentes custos de energia na Europa também continuam a dominar o lado da oferta de metais básicos. Em seu mais recente impacto sobre a produção, a Alcoa disse esta semana que paralizará a produção em uma de suas fábricas, na Espanha, por dois anos devido aos altos custos de energia. O alumínio subiu mais de 40% este ano, e os bancos prevêem um déficit maior no próximo ano, à medida que o impulso mundial de descarbonização começa a restringir a produção mundial.

No último dia de 2021, a maioria dos metais básicos recuaram. Já o cobre subi8 1,6% em Londres, para um avanço de 26,8% este ano. O minério de ferro girou em torno de US$ 120 a tonelada e teve queda de 23% neste ano. O ouro mudou pouco na sexta-feira e terminou o ano com baixa de 3,7%.

--Com a colaboração de Ranjeetha Pakiam e Eddie Spence.

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