Dólar derrete com leilão do BC; Ibovespa e juros sobem no pós-Fed

Bolsa brasileira seguiu a tendência externa de alívio nos mercados de ações e manteve os ganhos ao longo da sessão.

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No dia seguinte à decisão de política monetária do Federal Reserve, o Ibovespa seguiu a tendência externa de alívio nos mercados de ações e manteve os ganhos ao longo da sessão.

Já as taxas de juros de diferentes prazos mantiveram a tendência de alta refletindo a mudança de postura dos bancos centrais dos EUA, zona do euro e da Inglaterra de aperto monetário para conter a inflação, além do Relatório de Inflação do banco central brasileiro, que mostrou inflação abaixo da meta apenas em 2023 e 2024.

No mercado de câmbio, depois de o dólar superar R$ 5,72, o Banco Central anunciou um leilão de dólar à vista, em que vendeu US$ 830 milhões, segundo a Bloomberg News. Com a atuação, o dólar cedeu para o patamar de R$ 5,66, com baixa de 0,45%.

O BNDES vendeu R$ 2,7 bilhões em ações da JBS em block trade coordenado pelo Bank of America, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg News. As ações saíram pelo preço mínimo, com um desconto de cerca de 0,5% em relação ao fechamento de quarta-feira de R$ 38,19. Pouco antes das 14h, as ações da JBS estavam sendo negociadas a R$ 37,35, com desvalorização de 2,2%.

  • O Banco Central Europeu (BCE) decidiu, temporariamente, ampliar a compra mensal de títulos por meio ano para suavizar a saída da política de estímulo pandêmico. A presidente da instituição, Christine Lagarde, divulgou previsões mostrando uma forte recuperação econômica junto com uma perspectiva de inflação mais acelerada. O BCE se comprometeu a dobrar brevemente as compras de ativos para amortecer o fim de seu programa de emergência de 1,85 trilhão de euros (US$ 2,1 trilhões) em março, com o objetivo de evitar o que Lagarde chamou de “uma transição brutal.
  • Já o Banco da Inglaterra (BoE) subiu inesperadamente as taxas de juros pela primeira vez em três anos, deixando de lado as preocupações com um aumento nas infecções por coronavírus, para combater a inflação mais alta em mais de uma década. Foi o primeiro grande banco central a aumentar sua taxa de referência desde o início da pandemia, que optou por elevar os custos dos empréstimos em 15 pontos base para 0,25%.
  • O Relatório de Inflação do Banco Central mostrou inflação abaixo da meta apenas em 2023 e 2024 e aumento da taxa real neutra para 3,5%, segundo a Bloomberg News. Em entrevista, Roberto Campos Neto disse que o BC dá peso igual para 2022 e 2023 como horizonte e afirmou que vai perseguir a meta de inflação. Ele reconheceu ainda que haverá aumento de juros com crescimento menor, mas que não vê nova piora no plano fiscal.

Nos EUA, a bolsa de Nova York operava com alta de 0,42% no índice Dow Jones, mas baixa de 0,21% no S&P 500 pouco antes das 12h (14h em Brasília). Já a Nasdaq tinha baixa de 1,57% com o sell-off de ações das chamadas big techs. Nesse momento, os principais mercados locais operavam dessa forma:

  • Ibovespa tinha alta de 0,89%, marcando 108.346 pontos;
  • Dólar recuava 0,41% para R$ 5,667;
  • DI para janeiro de 2023 subia de 11,55% para 11,67%, enquanto o para janeiro de 2025 passava de 10,54% para 10,61%. O DI para janeiro de 2027 saltava de 10,39% para 10,47%.

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