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Negócios

Pátria conclui compra da Moneda e cria gestora de US$ 25 bi

Aquisição cria gestora de investimentos alternativos na América Latina que tem quase US$ 25 bi em private equity

Sócios das empresas - 23 do Pátria e 10 da Moneda - agora têm 65% do capital total da empresa de capital aberto negociada na Nasdaq
Por Cristiane Lucchesi
03 de Dezembro, 2021 | 07:42 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A empresa brasileira Pátria Investments concluiu a aquisição da Moneda Asset Management, sediada no Chile, criando uma gestora de investimentos alternativos na América Latina que tem quase US$ 25 bilhões em fundos de private equity, infraestrutura e crédito, entre outros.

Os sócios das empresas - 23 do Pátria e 10 da Moneda - agora têm 65% do capital total da empresa de capital aberto negociada na Nasdaq e sediada em Grand Cayman, e mais de 90% do poder de voto, disse o presidente do Pátria, Alexandre Saigh, em uma entrevista. “Os planos são manter o foco na América Latina”, afirmou.

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Saigh disse que vê oportunidades de compra. A economia da região está desacelerando, com o PIB esperado de 2,2% no próximo ano, abaixo dos 6,9% deste ano, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. A bolsa de valores do Brasil caiu mais de 19% este ano em dólar, e a indústria de fundos de pensão chilena de US$ 166 bilhões em outubro registrou resgates de cerca de US$ 47 bilhões desde julho de 2020. O Chile este ano, e o Brasil no próximo, estão vivendo eleições presidenciais polarizadas, que estão depreciando ainda mais os preços dos ativos.

“Bem-vindo à América Latina!” disse Saigh. “É hora de comprar, porque quando a concorrência está baixa, você pode obter retornos maiores.”

Veja mais: Gestora cancela operação que revoltou cotistas de fundo imobiliário

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O presidente da Moneda, Alfonso Duval, disse que as duas empresas continuarão operando em seus países de origem e preservarão as marcas atuais para os fundos que administram. O Pátria está planejando lançar um fundo de crédito para investidores brasileiros sob a marca Moneda e planeja levantar um novo fundo de private equity em seu próprio nome. Investidores de fora da América Latina, de fundos soberanos a fundos de pensão, também são clientes de ambas as empresas.

Saigh disse que o Pátria irá considerar mais aquisições para melhorar a oferta de produtos. Já está em busca de oportunidades no mercado imobiliário e busca crescer no México e na Colômbia, afirmou.

Cerca de um terço dos ativos sob gestão da Moneda, ou cerca de US$ 3 bilhões, pertencem aos fundos de pensão chilenos. Duval disse que o impacto dos resgates no negócio é “muito limitado” e que os retornos estão compensando parte das saídas.

Saigh disse que os dois candidatos às eleições presidenciais chilenas - José Antonio Kast e Gabriel Boric - pretendem aumentar as contribuições previdenciárias, como o México já está fazendo. “Portanto, a quantidade de dinheiro a ser administrada na América Latina provavelmente aumentará”, disse Saigh.

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O Pátria fez seu IPO em janeiro e em setembro anunciou a compra da Moneda. Segundo o acordo, os sócios da Moneda receberam US$ 315 milhões em dinheiro e ações ordinárias Pátria Classe B, com pagamentos adicionais sujeitos a medidas de retenção. Os sócios da Moneda poderão receber outras remunerações após 2023, em dinheiro e ações ordinárias Classe A, respeitadas metas de receita e rentabilidade. Os sócios têm um período de bloqueio de 5 anos, durante o qual não podem vender as ações.

“Considerando todos os riscos, investir na América Latina não é para iniciantes”, disse Saigh.

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