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Mubadala Capital assume refinaria da Petrobras na Bahia a partir de hoje

Refinaria Landulpho Alves foi rebatizada para Refinaria de Mataripe após conclusão de venda pela estatal

RLAM (Refinaria Landulpho Alves), que passa a se chamar Refinaria de Mataripe, é a primeira refinaria da Petrobras a ter sua venda concluída
01 de Dezembro, 2021 | 09:07 am
Tempo de leitura: 4 minutos

São Paulo — A RLAM (Refinaria Landulpho Alves), situada em São Francisco do Conde, na Bahia, passa a se chamar, a partir desta quarta-feira (1º), Refinaria de Mataripe, após a Petrobras ter concluído, ontem (30), a venda do ativo para a Mubadala Capital. A refinaria é a primeira dentre as oito que estão sendo vendidas pela Petrobras a ter o processo concluído. A Acelen, empresa criada pelo Mubadala Capital para a operação, assumirá a partir de hoje a gestão da RLAM.

Veja mais: Pressão sobre preços da Petrobras dificulta venda de refinarias

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A operação foi concluída com o pagamento de US$ 1,8 bilhão (R$ 10,1 bilhões) para a Petrobras, valor que reflete o preço de compra de US$ 1,65 bilhão, ajustado preliminarmente em função de correção monetária e das variações no capital de giro, dívida líquida e investimentos até o fechamento da transação, explicou a estatal, em fato relevante. O contrato ainda prevê um ajuste final do preço de aquisição, que se espera seja apurado nos próximos meses.

“Esta operação de venda é um marco importante para a Petrobras e o setor de combustíveis no país. Acreditamos que, com novas empresas atuando no refino, o mercado será mais competitivo e teremos mais investimentos, o que tende a fortalecer a economia e gerar benefícios para a sociedade. É também parte do compromisso firmado pela Petrobras com o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] para a abertura do mercado de refino. Do ponto de vista da companhia, é um avanço na sua estratégia de realocação de recursos.

No segmento de refino, a Petrobras vai se concentrar em cinco refinarias no Sudeste, com planos de investimentos que a posicionará entre as melhores refinadoras do mundo em eficiência e desempenho operacional”, afirmou o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, no fato relevante.

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Veja mais: Petrobras amplia plano de investimentos para US$ 68 bi em cinco anos

Com a conclusão da venda, inicia-se uma fase de transição em que as equipes da Petrobras apoiarão a Acelen nas operações da Refinaria de Mataripe, segundo a estatal. Isso acontecerá sob um acordo de prestação de serviços, evitando qualquer interrupção operacional.

“Como já informado nas fases anteriores do processo de venda, nenhum empregado da Petrobras será demitido por conta da transferência do controle da RLAM para o novo dono. Os empregados da Petrobras poderão optar por transferência para outras áreas da empresa ou aderir ao Programa de Desligamento Voluntário, com pacote de benefícios”, informou o fato relevante.

O presidente do Mubadala Capital no Brasil, Oscar Fahlgren, espera uma transição “serena”, sem ruptura. “A nossa prioridade é garantir excelência na produção e operação da refinaria, além de uma transição estruturada, serena e sem ruptura. É criar valor com atenção especial às pessoas e ao meio ambiente. Enfatizamos sempre o compromisso de longo prazo que temos com o país e as regiões onde atuamos. Este é certamente um dos objetivos da Acelen”, disse, no fato relevante.

O Mubadala Capital é a subsidiária de gestão de ativos da Mubadala Investment Company, um investidor soberano global com sede em Abu Dhabi. Além de gerir seu próprio portfólio de investimentos, o Mubadala Capital administra US$ 9 bilhões de capital de terceiros em nome de investidores institucionais em todos os seus negócios, incluindo dois fundos no Brasil focados em “special situations”, três fundos de private equity, dois fundos de venture capital com foco em companhias em early stage, e um fundo com investimentos em ativos líquidos.

Outras refinarias

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Além da RLAM, outras duas refinarias já tiveram, segundo a Petrobras, seus contratos de venda assinados: a Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), no Amazonas, cuja assinatura ocorreu no dia 25 de agosto, e a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná, com contrato assinado em 11 de novembro, lembrou a Petrobras. “Quando também forem concluídos os processos de desinvestimento dessas duas unidades, a Petrobras responderá por cerca de 50% do abastecimento do mercado de combustíveis no país. Além da Petrobras e dos novos operadores dessas refinarias, o mercado também é suprido por importadores e produtores de biocombustíveis”, citou o fato relevante.

Dentro da estratégia de reposicionamento do refino, a Petrobras destacou, no fato relevante, que reforça seu compromisso de vender as refinarias REGAP, LUBNOR, REPAR, REFAP e RNEST. A empresa informou que seguirá como a maior refinadora do país, com foco nas refinarias de São Paulo e Rio de Janeiro mais próximas à produção de petróleo e aos maiores centros consumidores, com 50% da capacidade de refino do país. A projeção divulgada pela estatal é dobrar, em 5 anos, a oferta de diesel S-10 nessas refinarias, produto com menores níveis de emissão, e a custos cada vez mais competitivos.

Segundo a estatal, a RLAM tem um perfil de produção de 48% de diesel e gasolina, 40% de óleo combustível e bunker, além de produtos especiais, como parafina e propeno. Seus ativos incluem quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos que interligam a refinaria e os terminais, totalizando 669 km de extensão.

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Sérgio Ripardo

Sérgio Ripardo

Jornalista brasileiro com mais de 25 anos de experiência, com passagem por sites de alcance nacional como Folha e R7, cobrindo indicadores econômicos, mercado financeiro e companhias abertas.

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