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Mercados

Mercados transitam entre dados e cautela por inflação e Covid

Futuros de índices em NY e bolsas na Europa, que abriram com valorização, agora assistem aos seus principais indicadores oscilando entre o positivo e o negativo

Tempo de leitura: 1 minuto

Barcelona, Espanha — A preocupação em torno da escalada dos preços não impediu o mercado internacional de renda variável de testar novos recordes de pontuação ontem. Os sinais de que a recuperação econômica está seguindo seu curso, sobretudo depois dos dados robustos sobre a economia dos Estados Unidos, são a injeção de ânimo. Além disso, as últimas divulgações de balanços de varejistas dão uma mostra de que a campanha de vendas de Natal tem tudo para ser boa.

No entanto, os novos brotes de Covid-19 ao redor do globo trazem incertezas sobre a continuidade desta recuperação econômica, sobretudo em um ambiente de escassez de matérias-primas e de disparada nos preços de energia. Nos primeiros negócios desta manhã, tanto os futuros de índices em Nova York como a maioria das bolsas europeias operavam em alta. Depois, alguns dos indicadores de ações cambalearam ao terreno negativo, com variações muito pequenas, quase no zero a zero.

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Ontem, o S&P 500 (+0,39%) ficou perto de ultrapassar seu recorde histórico de fechamento, levando seu índice a uma valorização de 25% no acumulado do ano. O STOXX 600 europeu (+0,17%) alcançou seu máximo histórico ao registrar sua 16ª valorização nas últimas 18 sessões.

Leia também o Breakfast, uma newsletter da Bloomberg Línea: Queda de braço em torno do teto de gastos

Impulso macro

A tríade que trouxe otimismo aos negócios com renda variável - e que deve ecoar também na sessão de hoje - foram vendas ao varejo, produção industrial e utilização da capacidade produtiva na maior economia do mundo. Este último indicador, além de mostrar maior produção, deixa antever que pouco a pouco mais pessoas vão se incorporando ao mercado de trabalho norte-americano.

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Mas a inflação ainda ronda

  • Diante da avaliação de que o aumento dos preços, se continua neste ritmo, deverá ser debelado com alta dos juros, os títulos da dívida dos Estados Unidos de 10 anos subiram ontem 1,9 ponto porcentual, para 1,3%. A alta persiste nesta quarta-feira. Os operadores estão no aguardo da demanda por títulos de 20 anos num leilão que se realizará hoje.
  • O presidente do Federal Reserve de Sant Louis, James Bullard, defendeu ontem uma política monetária mais enérgica e sublinhou a preocupação de que a alta dos preços pode fazer descarrilar o crescimento.
  • E falando em Fed, o presidente Joe Biden disse ontem que espera anunciar sua indicação para presidente do banco central nos “próximos quatro dias”. Biden está avaliando se deve reconduzir Jerome Powell para liderar o banco central americano. Ele também entrevistou a governadora do Fed, Lael Brainard, para o cargo, que é vista como preferida por alguns legisladores e ativistas de tendência mais progressista.

Enquanto isso, as cotações do petróleo recuam, movimento justificado pela possibilidade de que a administração Biden recorra às reservas de emergência, numa estratégia coordenada com nações como a China. O bitcoin, que no início da manhã seguia com perda consistente, agora muda de rumo.

Agenda dos investidores

No Brasil:

  • Fluxo Cambial Estrangeiro (14h30)

No exterior:

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  • IPC da zona do euro
  • Construção de casas nos EUA
  • Pronunciamentos de representantes de bancos centrais, entre eles Lagarde (BCE), Mann (Bank of England) e do Fed (Williams, Bowman, Mester, Waller, Daly, Evans e Bostic)

Leia também: Minério oscila com embarques e demanda por aço na China em foco

-- Com informações de Bloomberg News

Michelly Teixeira

Michelly Teixeira

Jornalista com mais de 20 anos como editora e repórter. Em seus 11 anos de Espanha, trabalhou na Radio Nacional de España (RNE) e colaborou com a agência de REDD Intelligence. Passou por importantes veículos do Brasil (Valor, Agência Estado e Gazeta Mercantil). Tem um MBA em Finanças e é posgraduada em Marketing pela ESIC Business School.

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