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Mercados

Dólar vai a R$ 5,72 com crise fiscal e debandada na equipe econômica

O CDS (Credit Default Swap) de cinco anos do Brasil atingiu 240 pontos, com alta de 6% apenas nesta sexta e no maior nível desde outubro do ano passado

Moeda brasileira segue em forte pressão com crise fiscal
22 de Outubro, 2021 | 11:52 am
Tempo de leitura: 1 minuto

São Paulo — O dólar iniciou os negócios desta sexta em forte alta após a demissão coletiva da equipe do Tesouro Nacional e em meio a dúvidas sobre a permanência do ministro Paulo Guedes no governo. A moeda americana rompeu a casa de R$ 5,70, sendo negociada a R$ 5,724, com alta de 1,14%, pouco antes das 12h.

  • O CDS (Credit Default Swap) de cinco anos do Brasil atingiu 240 pontos, com alta de 6% apenas nesta sexta e no maior nível desde outubro do ano passado, informou a Bloomberg News.
  • A bolsa brasileira abriu no vermelho, com o Ibovespa em baixa de 3,7%, marcando 103.731 pontos perto das 12h.
  • No mercado de juros, taxas curtas e longas seguem em forte pressão pelo segundo dia seguido. A taxa do DI para janeiro de 2022 saltou de 7,886% para 8,108% indicando aumento de juros da ordem de 1,5 ponto na próxima reunião do Copom. O DI para janeiro de 2023 passou de 10,48% para 11,035%.
  • O DI para janeiro de 2027, que mais reflete o risco fiscal, subiu de 11,80% para 12,29%.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu que ficará no governo, de acordo com uma pessoa com conhecimento da situação, segundo a Bloomberg News. Na avaliação do ministro, sua saída acabaria ampliando a crise, segundo a pessoa, que não quis ser identificada.

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Ontem, os mercados brasileiros tiveram um dia de forte pessimismo, com o Ibovespa encerrando a sessão no menor nível em quase um ano, o dólar encerrando a R$ 5,659, e a maioria dos contratos de juros com taxas acima de 10%.

A onda negativa veio após falas do ministro da economia, Paulo Guedes, e do presidente, Jair Bolsonaro, sobre a extensão de benefícios sociais e as medidas de ajuste do teto fiscal que podem ser tomadas para acomodá-los.

Como o movimento, o mercado passou a precificar alta da Selic para 1,50 ponto na próxima reunião do Copom, que acontece semana que vem, além de mais uma alta de 1,25 ponto no encontro seguinte.

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(atualizado às 11h50 com dados de CDS e cotações recentes da bolsa)

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Toni Sciarretta

Toni Sciarretta

News director da Bloomberg Línea no Brasil. Jornalista com mais de 20 anos de experiência na cobertura diária de finanças, mercados e empresas abertas. Trabalhou no Valor Econômico e na Folha de S.Paulo. Foi bolsista do programa de jornalismo da Universidade de Michigan.

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