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Mercados

Mercados oscilam entre o otimismo com balanços e o temor de inflação persistente

Futuros de índices em Nova York e bolsas europeias abrem no azul, mas indicações sobre trajetória de alta dos preços freiam o otimismo dos investidores

Inflação no Reino Unido supera pelo segundo mês consecutivo a meta do Banco da Inglaterra
20 de Outubro, 2021 | 08:11 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Barcelona, Espanha — Tudo indica que os favoráveis resultados empresariais roubarão a cena, mais uma vez, nos mercados internacionais, embora as preocupações quanto a uma alta persistente dos preços continue presente. Depois de uma jornada positiva ontem, tanto as bolsas europeias como os futuros de Nova York engatilharam um movimento de alta nas primeiras horas da manhã. Porém, com o passar das horas, algumas bolsas começaram a trabalhar com mais volatilidade, oscilando do positivo ao negativo.

Ainda que o otimismo prevaleça no mercado financeiro por causa dos balanços, os analistas continuam atentos à perda de dinamismo econômico enunciada por alguns dados. Os indicadores tendem a refletir com maior intensidade o impacto dos problemas de abastecimento de matérias-primas e a crise energética, sobretudo com a chegada do inverno no hemisfério norte.

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Um exemplo são os dados de construção tanto na Europa como nos Estados Unidos. Na zona do euro, as atividades do setor caíram 1,3% em agosto, comparativamente ao mês anterior.

Nos EUA, as casas iniciadas e as licenças de construção diminuíram, evidenciando também a escassez de mão-de-obra qualificada e os maiores custos dos materiais. A construção de novas casas caiu 1,6% para uma taxa anualizada de 1,555 milhão de unidades em setembro – o menor nível desde abril -, frente a uma expectativa de 1,615 milhão. Já as licenças de construção recuaram 7,7%, para 1,589 milhão, ante uma projeção de 1,680 milhão dos economistas. Trata-se do menor patamar desde setembro de 2020.

E a inflação?

Segue firme e forte no radar. Na agenda estão previstos indicadores de preços de vários países. Esta manhã conhecemos os dados do Reino Unido, cuja inflação superou pelo segundo mês consecutivo a meta do Banco da Inglaterra.

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  • Os preços ao consumidor no Reino Unido subiram 3,1% em setembro, após um aumento de 3,2% no mês anterior, informou o Escritório de Estatísticas Nacionais hoje. O Banco da Inglaterra espera que os preços subam acima de 4% até o final do ano, mais que o dobro do esperado.
  • Os dados antecedem a reunião do banco central sobre as taxas de juros no mês que vem. Os analistas preveem que a autoridade monetária aumente o custo do dinheiro pela primeira vez desde a pandemia. Recentemente, o presidente do BOE, Andrew Bailey, disse que os legisladores devem agir para conter uma espiral de alta nos preços.

Leia também o Breakfast, uma newsletter da Bloomberg Línea: Dúvida sobre Auxílio Brasil paira sobre o mercado

Na Ásia, as bolsas fecharam com resultados sem rumo definido. A crise de dívida das incorporadoras imobiliárias da China continua preocupando. O Sinic Holdings Group Co. foi o último a entrar em default e os detentores de bônus em dólar do China Evergrande ainda aguardam o pagamento de juros vencidos. Os preços das casas na China caíram pela primeira vez em seis anos.

Mercados asiáticos em direções contráriasdfd
Destaque para o bitcoin, que ontem assistiu ao lançamento do primeiro ETF (exchange-traded fund) de futuros de Bitcoin dos Estados Unidos. A criptomoeda registrou máximas históricas nas últimas sessões e hoje os investidores aproveitam para embolsas parte dos ganhos recentes.

Leia mais: ETF de futuros de Bitcoin dispara em estreia nos EUA

No radar dos mercados

  • Federal Reserve divulga o Livro Bege hoje
  • Inflação no Reino Unido, na zona do euro e no Canadá, hoje
  • Preços industriais da Alemanha em setembro, hoje
  • Estoques de petróleo bruto divulgados pela Administração Internacional de Energia (EIA, na sigla em inglês), hoje
  • Vendas de casas existentes dos EUA, pedidos de seguro desemprego, amanhã (21)
  • Preços imobiliários na China e taxas de juros dos empréstimos, hoje
  • O presidente do Fed, Jerome Powell, participa de painel de discussão de políticas, sexta-feira
  • Inflação no Japão na sexta-feira
  • O Comitê Permanente NPC da China se reúne novamente para revisar, entre outros temas, os regulamentos antimonopólio do país. A série de reuniões começou na terça-feira e se estende até 23 de outubro
  • Balanços serão acompanhados de perto, incluindo Tesla, Verizon Communications, Abbott Laboratories, NextEra Energy e IBM.
  • No Brasil, dados de conta corrente e investimento estrangeiro na sexta-feira

As bolsas na Europa se comportavam assim na manhã de hoje:

  • o Stoxx 600 Europe Index ganhava 0,13%, aos 469 pontos às 13h10 CEST (8h10 no horário de Brasília)
  • o alemão DAX tinha valorização de 0,13%, para 15.536 pontos
  • em Paris, o CAC 40 caía 0,11%, para 6.662 pontos
  • o londrino FTSE 100 subia 0,02%, aos 7.218 pontos
  • o IBEX 35 valorizava-se 0,34%, aos 9.027 pontos

Futuros de ações nos EUA

  • o S&P 500 futuro operava estável, aos 4.511 pontos às 13h10 CEST (8h10 no horário de Brasília)
  • os contratos indexados ao índice Dow Jones também mostravam estabilidade, aos 35.322 pontos
  • os contratos futuros indexados ao índice Nasdaq avançavam 0,06%, para 15.408 pontos

Confira o comportamento de outros mercados na manhã de hoje:

Petróleo

  • em Nova York, os contratos futuros de petróleo caíam 1,16%, para US$ 82,00 por barril, às 13h10 CEST (8h10 no horário de Brasília)

Ouro

  • o ouro futuro avançava 0,56%, para US$ 1.780 a onça troy

Cripto

  • o bitcoin perdia 0,45%, para US$ 63,840 mil.

Leia mais: El Salvador: Bitcoin não será obstáculo em acordo com FMI

-- Com informações de Bloomberg News

Michelly Teixeira

Michelly Teixeira

Jornalista com mais de 20 anos como editora e repórter. Em seus 12 anos de Espanha, trabalhou na Radio Nacional de España/RNE e colaborou com a agência REDD Intelligence. No Brasil, passou pelas redações do Valor, Agência Estado e Gazeta Mercantil. Tem um MBA em Finanças, é pós-graduada em Marketing e cursa um mestrado em Digital Business na Esade.

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