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JPMorgan tem melhor trimestre do ano, com lucro de US$ 11,7 bi

Banco americano está a caminho de ter ano recorde na área de fusões e aquisições

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Bloomberg — O JPMorgan Chase apresentou os melhores resultados trimestrais deste ano, alcançando o que está a caminho de ser um ano recorde na área de fusões e aquisições.

“O JPMorgan apresentou resultados sólidos, já que a economia continua apresentando bom crescimento - apesar do efeito de amortecimento provocado pela variante delta e das interrupções na cadeia de suprimentos”, disse o CEO Jamie Dimon em comunicado na quarta-feira (13). As taxas do banco de investimento aumentaram 52%, impulsionadas por um “aumento na atividade de M&A e nosso forte desempenho em IPOs”.

O relatório do banco fornece uma visão de como a economia dos EUA se saiu na pandemia de Covid-19, conforme a variante delta se espalha pelo país, minando o retorno à normalidade. Os resultados do JPMorgan também indicam o que virá quando o resto de Wall Street divulgar os balanços do terceiro trimestre esta semana.

O crescimento dos empréstimos tem sido um foco particular para investidores, frustrados pela falta de progresso nos negócios. Os executivos de Wall Street começaram a dar as primeiras indicações de que pequenas empresas e consumidores individuais estão se endividando novamente depois que os cheques de estímulo do governo reduziram a demanda durante a crise da Covid-19.

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Os empréstimos totais do JPMorgan aumentaram 6% em relação ao ano anterior, impulsionados por ganhos no braço de gestão de ativos e fortunas e banco corporativo e de investimento da empresa. O crescimento do crédito ao consumidor e comercial permaneceu evasivo, caindo 2% e 5%, respectivamente.

As ações do JPMorgan, que acumulavam alta de 30% este ano até terça-feira, subiam 0,3% para US$ 165,80 no início do pregão de Nova York

A empresa informou ainda um acumulado de US$ 3,3 bilhões de taxas de banco de investimento, superando as estimativas dos analistas de US$ 2,8 bilhões. A receita de subscrição de dívidas subiu para US$ 1,04 bilhão e a subscrição de ações subiu para US$ 1,03 bilhão.

Os resultados também foram reforçados por uma liberação de reserva de US$ 2,1 bilhões, um ganho que Dimon minimizou por se tratarem de créditos provisionados no início da pandemia.

Outros destaques:

  • A receita gerenciada foi de US$ 30,4 bilhões, um aumento de 2% em relação ao ano anterior e acima da expectativa média dos analistas de US$ 29,9 bilhões.
  • As despesas subiram 1% para US$ 17,1 bilhões, superando as expectativas dos analistas. A empresa disse que espera gastar cerca de US$ 71 bilhões este ano.
  • As perdas líquidas foram de US$ 524 milhões, uma queda de 56% em relação ao ano anterior.

-- Com colaboração de David Tung

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