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Mercados

Nasdaq desaba 2,8% e arrasta ações de XP, Stone, PagSeguro e Inter

A derrocada da Nasdaq impôs perdas pesadas para ações do setor de tecnologia em todo o mundo

Nasdaq recua e puxa junto ações do setor de tecnologia
28 de Setembro, 2021 | 05:34 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

São Paulo — Os mercados globais tiveram um dia de sell-off generalizado e forte aversão ao risco com a alta nas taxas dos Treasuries, escalada nos preços de petróleo e derivados e agora preocupação com o teto da dívida do governo dos EUA. As maiores perdas foram de ações de empresas de tecnologia, que tiveram impulso durante a pandemia com as restrições sanitárias e com estímulos monetários e fiscais. A Nasdaq terminou o dia com baixa de 2,83%, marcando 14.543 pontos, em uma das piores sessões do ano. Na bolsa de Nova York, o S&P 500 derreteu 2,04% e o Dow Jones, 1,63%.

A derrocada da Nasdaq impôs perdas pesadas para ações do setor de tecnologia em todo o mundo. Entre as empresas brasileiras negociadas na Nasdaq, as maiores perdas foram das credenciadoras de pagamentos PagSeguro e StoneCo, que tiveram baixa de 5,7% e 5,1%. As ações da XP Inc, maior plataforma independente de investimentos brasileira, recuaram 4,2%.

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No Brasil, o Ibovespa perdeu os 113 mil pontos e fechou com baixa de 3,05%, marcando 110.124 pontos. O destaque ficou para as units do Banco Inter, que chegaram a cair 15% nesta terça com rumores de que faria um forte aumento nas provisões de crédito. O banco negou a informação, mas os papéis terminaram com baixa de 11,7%, negociados a R$ 17,29 na B3.

Entre as big techs, as ações da Apple recuaram 2,4%, enquanto as da Amazon tiveram perdas de 2,6%. Os papéis do Facebook têm baixa ainda maior, de 3,7%.

A aversão ao risco foi capitaneada pelo aumento do rendimentos dos Treasuries, conforme crescem as expectativas de retirada mais cedo dos estímulos monetários. O retorno dos Treasuries de dez anos atingiu 1,54% nesta terça, com alta de - há menos de uma semana, ainda eram negociados abaixo de 1,4%.

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Powell disse esperar que a pressão da inflação permaneça alta nos próximos meses antes de diminuir. Yellen alertou que o Tesouro dos EUA poderá ficar sem dinheiro por volta de 18 de outubro, a menos que uma ação legislativa seja tomada para suspender ou aumentar o limite da dívida do governo.

A confiança do consumidor americano caiu em setembro pelo terceiro mês consecutivo, sugerindo que as preocupações com a variante delta e os preços mais altos continuam a diminuir o ânimo no país. Os preços das residências subiram 19,7% em julho - mais uma vez apresentando o maior salto em mais de 30 anos.

O petróleo Brent foi negociado perto de US$ 80 o barril, novo marco da crise global de energia, sinalizando que a demanda está ultrapassando a oferta e esgotando os estoques. O aumento do petróleo está alimentando as pressões inflacionárias em um momento em que os preços das commodities de energia estão disparando.

(atualizado com cotações mais recentes dos mercados)

-- Com informações da Bloomberg News

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Toni Sciarretta

Toni Sciarretta

News director da Bloomberg Línea no Brasil. Jornalista com mais de 20 anos de experiência na cobertura diária de finanças, mercados e empresas abertas. Trabalhou no Valor Econômico e na Folha de S.Paulo. Foi bolsista do programa de jornalismo da Universidade de Michigan.

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