Após recuo da Fiesp, agroindústrias lançam manifesto próprio

Indústrias dizem que aventuras radicais, greves, paralisações ilegais e partidarização nociva podem agravar problemas do Brasil. Agricultores e pecuaristas ficam de fora

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São Paulo — Algumas das mais importantes entidades representativas da agroindústria do Brasil se juntaram e divulgaram hoje um manifesto em defesa da harmonia político-institucional do Brasil. Na nota, as entidades tornam pública a preocupação com os rumos que as constantes divergências entre poderes Executivo, Legislativo e Judiciário podem trazer para a estabilidade econômica e social do país.

“As amplas cadeias produtivas e setores econômicos que representamos precisam de estabilidade e segurança jurídica, de harmonia, enfim, para poder trabalhar. Em uma palavra, é liberdade que precisamos (…). É o Estado Democrático de Direito que nos assegura essa liberdade empreendedora essencial numa economia capitalista, o que é o inverso de aventuras radicais, greves e paralisações ilegais de qualquer politização e partidarização nociva que, longe de resolver nossos problemas, certamente os agravará”, diz um trecho da nota.

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Contexto: O posicionamento da agroindústria ocorre após a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) decidir adiar um manifesto conjunto que estava marcado para amanhã, que pedia a pacificação entre os Três Poderes. O motivo para o adiamento seria uma extensão do prazo de adesão, atendendo a pedidos de novos interessados em assinar o manifesto.

Durante o fim de semana, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica teriam comunicado ao ministro Paulo Guedes e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a decisão de deixar a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) por conta do manifesto da Fiesp. A Febraban era uma das signatárias.

Cadeia produtiva próxima à ruptura

Outro ponto que merece destaque são as entidades da agroindústria que assinam o manifesto do setor. No grupo estão a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), que reúne empresas de diferentes segmentos, desde bancos, como o Banco do Brasil, a entidades de pesquisa, como a Embrapa, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa as grandes tradings de grãos, a Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), a Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma) e a CropLife.

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No manifesto não estão entidades que representam o setor produtivo, propriamente dito, o que pode representar um rompimento da cadeia do agronegócio. Os agricultores e pecuaristas ainda se mostram muito próximos ao governo Bolsonaro.

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