Mercados

Cinco assuntos quentes para o Brasil na próxima semana

Crise hídrica, PIB e situação fiscal brasileira estão nos destaques, além do imbróglio dos precatórios e reformas; Lá fora, Payroll nos EUA e PMI chinês serão monitorados

Mercado segue monitorando as negociações em torno dos precatórios, após surgirem sinais de um entendimento entre o governo e o Judiciário sobre o tema
Por Josue Leonel
27 de Agosto, 2021 | 06:45 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — Mercado monitora a evolução da crise energética, com possível aumento da bandeira da Aneel, e chances de um entendimento em tornos dos precatórios, além do orçamento de 2022. Após a primeira reação positiva à fala do presidente do Fed, Jerome Powell, nesta sexta-feira, indicadores mostrarão o pulso da economia aqui e no exterior. PIB no Brasil, payroll nos EUA e PMI na China são destaques. Veja assuntos da próxima semana:

Crise hídrica

A crise hídrica segue no radar no mercado, na expectativa de manutenção da bandeira tarifária no patamar mais elevado, além da possibilidade de aumento no valor da cobrança extra pela Aneel. A bandeira vermelha 2 deve ter alta de até 58% a partir de setembro, segundo Globo. Embora a decisão da Aneel ainda esteja para ser anunciada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira que a bandeira já subiu, mas que o aumento foi menor e será mantido por mais tempo. “Ia subir até mais um pouco por um breve período de tempo, mas eu sugeri moderação”, disse o ministro. Presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, afirmou que as represas das usinas hidrelétricas estão “no limite do limite” e que espera a retirada do ICMS da bandeira tarifária pelos governadores.

Veja mais: Hidrelétricas podem ser desativadas por conta da seca, avisa Bolsonaro

PIB e fiscal

Expectativa é de desaceleração para a expansão do PIB do 2º trimestre, que sai na quarta-feira. Estimativa mediana é de +0,1% no comparativo trimestral, após alta de 1,2% no período anterior surpreender o mercado. Semana ainda contará com outros dados importantes de atividade, como a produção industrial de julho, os PMIs e a balança comercial de agosto e a taxa de desemprego de junho. Também será divulgado o resultado fiscal primário de julho, após números fortes de arrecadação aliviarem as perspectivas fiscais para este ano, mas não para 2022. No campo da inflação, a semana começará com as projeções da pesquisa Focus e o IGP-M de agosto.

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Payroll e China

Após o simpósio de Jackson Hole, uma agenda forte de indicadores nos EUA e na China aguarda os mercados. Destaque é o payroll americano de agosto, que sai na próxima sexta-feira, com estimativa de criação de 750.000 vagas, ante 943.000 em julho. Ainda serão divulgados ISM, ADP e pedidos às fábricas nos EUA. Na China, onde as pressões do governo sobre o setor de tecnologia têm gerado volatilidade nos mercados, saem PMIs de agosto a partir do dia 30. Opep+ discute oferta de petróleo na próxima semana.

Precatórios e IR

O mercado segue monitorando as negociações em torno dos precatórios, após surgirem sinais de um entendimento entre o governo e o Judiciário sobre o tema. A solução deve vir em duas semanas, disse o ministro Paulo Guedes. Segundo ele, o CNJ vai avaliar o montante e, se ficar acima da capacidade de pagamento da União, o desembolso vai ser diluído para obedecer o teto. O presidente do STF, Luiz Fux, confirmou que as instituições estão conversando. O governo tem até o dia 31 de agosto para enviar ao Congresso o orçamento de 2022. Na Câmara, o presidente da Casa, Arthur Lira, disse que na próxima semana marcará reunião com governadores, que alegam que haverá perdas com o texto da reforma do Imposto de Renda.

Veja mais: Brasília em Off: 7 de setembro será termômetro do time de Guedes

Empresas

A Vibra Energia, novo nome da BR Distribuidora após a saída da Petrobras do seu capital e sua consolidação como corporation, promove encontro com investidores no dia 1 de setembro. A companhia quer deixar de ter seu nome associado à distribuição de combustíveis e se reposicionar como empresa de energia. CCR, Gerdau, Pague Menos e Aliansce Sonae também promovem encontros com investidores.

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