Samsung planeja investir US$ 205 bi e contratar 40 mil pessoas

Plano ambicioso da gigante sul-coreana levou à alta das ações da empresa

Nem a crise da oferta de semicondutores afetou planos da empresa
Por Sohee Kim
24 de Agosto, 2021 | 06:42 PM

Bloomberg — O Samsung Group apresentou um plano de expansão de 240 trilhões de won (US$ 205 bilhões) que envolverá a contratação de 40.000 pessoas ao longo de três anos. O objetivo é construir uma posição de liderança para o conglomerado sul-coreano em tecnologias de última geração.

A Samsung Electronics e afiliadas como a Samsung Biologics pretendem liderar pesquisas e gastos em áreas como telecomunicação, robótica e aquisições corporativas. O maior conglomerado do país separou 180 trilhões de won apenas para seu país de origem e agora pretende contratar mais 10.000 pessoas no período, além dos 30.000 novos empregos que já estavam planejados, afirmou o grupo em comunicado. As ações da Samsung Electronics subiram 3,1% nesta terça-feira (24).

Veja mais: Samsung participará de projeto de moeda digital da Coreia do Sul

Os investimentos incluem despesas que já tinham sido apresentadas, como a meta de longo prazo da Samsung Electronics de gastar US$ 151 bilhões até 2030 na fabricação avançada de semicondutores. O anúncio ocorre dias depois de o herdeiro da Samsung, Jay Y. Lee, sair da prisão. O comandante de fato do conglomerado estava cumprindo pena por acusações de corrupção e recebeu liberdade condicional poucos meses antes da eleição presidencial na Coreia do Sul.

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Lee, 53 anos, tinha sido mandado de volta para a prisão em janeiro, após ser condenado por pagar propina em troca de apoio na sucessão formal no conglomerado. O bilionário havia cumprido seis dos 18 meses de pena durante sua segunda passagem pela prisão, além do ano em que esteve preso até 2018.

Nos meses após a prisão, uma crise de abastecimento na indústria global de semicondutores e o papel da Samsung na facilitação do acordo com os EUA para distribuição de vacinas contra a Covid-19 intensificaram os pedidos de líderes empresariais e políticos pela libertação de Lee. Ativistas criticaram a decisão como prova do tratamento preferencial dado à poderosa classe de magnatas conhecida como chaebol.

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