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Negócios

GM e LG discutem quem paga US$ 1 bi após baterias pegarem fogo

Montadora fez o recall dos elétricos Bolt pela terceira vez em nove meses devido ao risco de incêndio

Chevrolet Bolt EV 2019 pegou fogo enquanto carregava em Thetford, Vermont, em 1º de julho
Por Craig Trudell e Dana Hull
23 de Agosto, 2021 | 02:49 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Em junho de 2017, meses após passar na frente da Tesla e lançar no mercado um veículo elétrico de preço acessível e longo alcance, a General Motors publicou anúncios de página inteira nos jornais se gabando da distância que o Chevrolet Bolt percorria entre cargas. O slogan: “Comece um relacionamento à distância, agora.”

Quatro anos depois, o relacionamento à distância entre a GM e sua fornecedora de baterias, LG Energy Solution, passa por sua maior prova. O motivo do desentendimento é quem vai pagar uma conta de US$ 1 bilhão.

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Na semana passada, a GM fez o recall dos elétricos Bolt pela terceira vez em nove meses devido ao risco de incêndio na bateria. A companhia sediada em Detroit substituirá módulos em 73.000 veículos adicionais e pressiona a LG a pagar pelo conserto. A mais de 10.000 quilômetros dali, em Seul, a LG afirma que a divisão da despesa dependerá dos resultados de uma investigação conjunta sobre a causa primordial do defeito.

Veja mais: Risco de incêndio em bateria leva GM a fazer recall de carro elétrico Bolt a um custo de US$ 1 bilhão

Em jogo está uma das parcerias de maior promessa no universo dos veículos elétricos. A CEO Mary Barra aposta que o futuro da GM será elétrico e em janeiro estabeleceu a meta de vender apenas veículos com emissão zero de carbono até 2035. A LG Energy pretende listar ações em bolsa após ter se separado da LG Chem no ano passado e não pode perder um cliente tão grande.

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“Junto com nosso cliente e parceiros, a LG trabalha ativamente para garantir que as medidas de recall sejam realizadas sem intercorrências”, afirmou a empresa sul-coreana em comunicado enviado por e-mail. A investigação da causa do problema está sendo realizada por GM, LG Electronics e LG Energy Solution.

As ações da LG Electronics despencaram 4,1% na segunda-feira em Seul, enquanto os papéis da LG Chem perderam 11%, a maior queda desde março de 2020. As ações da GM recuavam 2,2% às 9:40 em Nova York.

Em novembro, a GM fez o recall de cerca de 70.000 unidades do Chevy Bolt nos modelos 2017, 2018 e 2019. Um mês antes, a Agência Nacional de Segurança do Tráfego Rodoviário dos EUA (NHTSA, na sigla em inglês) abriu um inquérito para averiguar se os carros estavam propensos a pegar fogo quando estacionados. A GM fez recall voluntário dos automóveis, citando problemas com baterias fabricadas em Ochang, na Coreia do Sul.

Veja mais: Oferta de baterias é próximo teste para veículos elétricos

Enquanto busca uma solução permanente, a montadora pediu que os proprietários levassem seus carros Bolt para concessionárias para uma atualização de software que limita a recarga a 90% da capacidade total da bateria. A NHTSA orientou os proprietários de automóveis Bolt a estacionar fora e longe de suas casas por precaução, informando estar ciente de cinco incidentes com fogo, sendo que pelo menos um incendiou uma residência.

Em julho, a GM fez recall do mesmo grupo de carros, depois que dois veículos reparados pegaram fogo. A montadora avisou que substituiria os módulos de bateria após identificar dois defeitos simultâneos de fabricação nas mesmas células de bateria.

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