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Internacional

Volkswagen reduz produção em maior fábrica por falta de chips

Fábrica da Volks em Wolfsburg, a maior do mundo, que emprega cerca de 60 mil pessoas, vai retomar as operações com apenas um turno na próxima semana

Surtos de Covid-19 no Sudeste Asiático levaram a restrições nas fábricas de processamento de chips
Por Elisabeth Behrmann
20 de Agosto, 2021 | 12:33 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Fábricas da Volkswagen devem ter um reinício complicado depois das tradicionais férias de verão, já que a indústria automobilística ainda enfrenta escassez de chips que recentemente também atingiu a Toyota.

A fábrica da Volks em Wolfsburg, a maior do mundo, que emprega cerca de 60 mil pessoas, vai retomar as operações com apenas um turno na próxima semana de segunda a sexta-feira, disse a maior montadora da Europa. A Audi, que responde pela maior parte dos lucros do grupo, planeja estender as férias de verão em uma semana em suas duas fábricas na Alemanha, pois a oferta de semicondutores continua “volátil e tensa”.

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Alertas recentes de montadoras sobre meses difíceis à frente se mostram certeiros depois que surtos de Covid-19 no Sudeste Asiático levaram a restrições nas fábricas de processamento de chips. No mês passado, a Volks sinalizou produção “realmente restrita” durante o terceiro trimestre, enquanto a BMW prevê contínua incerteza.

Veja mais: “Apagão dos insumos” obriga Toyota a suspender produção de carros e conceder férias coletivas em Sorocaba

A Toyota vai suspender a produção em 14 fábricas no Japão por vários períodos até o mês que vem, também afetada por problemas de fornecimento. A montadora japonesa estava contornando melhor a crise do que outros fabricantes graças aos estoques de chips e outros componentes importantes. O impacto será mais forte em setembro, com redução do plano de produção em 40%.

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Embora montadoras tenham sido obrigadas a reduzir as expectativas de vendas, os preços mais altos dos veículos e o foco em modelos mais lucrativos ajudaram a amortecer o golpe.

De acordo com pesquisa do Susquehanna Financial Group, o prazo de entrega de chips já supera 20 semanas, indicando piora do quadro de escassez.

Veja mais em bloomberg.com

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