Tivit espera expansão de dois dígitos no Brasil com impulso de serviços digitais

Em entrevista à Bloomberg Línea, Valdinei Cornatione, CEO da Tivit para o Brasil, diz que a empresa de tecnologia tem visto o crescimento da demanda e adicionou cerca de 100 novos clientes no ano passado após a aquisição pelo grupo Almaviva

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Bloomberg Línea — Pouco mais de ano após a aquisição pelo grupo italiano Almaviva, a Tivit espera acelerar o crescimento de sua operação no Brasil em um patamar de dois dígitos em 2026, puxado pela maior demanda por serviços ligados à transformação digital e à cibersegurança.

Segundo Valdinei Cornatione, CEO da Tivit para o Brasil, parte do crescimento vem da adição de novos clientes relevantes e de uma expansão do cross-sell - isto é, a venda de novos serviços para os clientes que já são da base.

A Tivit Brasil encerrou o ano passado com cerca de 800 clientes entre aqueles que contratam um portfólio mais completo de serviços, segundo o executivo, uma base que aumentou em cerca de 100 novos clientes no período.

“Quando você conquista um new logo, você abre a porta para oferecer um portfólio muito mais completo. Você tem o upsell, mas tem um cross-sell futuro”, disse Cornatione, se referindo ao termo usado internamente para descrever novos clientes. A Tivit afirma ter entre seus clientes de 80% a 90% das maiores companhias do país.

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O executivo, que trabalha na Tivit há quase 30 anos, assumiu a liderança no Brasil em outubro do ano passado, se reportando a Marco Tripi, CEO global do grupo Almaviva, que adquiriu o controle da empresa brasileira em junho do ano passado do fundo americano Apex.

A companhia de tecnologia brasileira registrou no ano passado uma receita líquida de R$ 2,2 bilhões, o que representa um crescimento de 12% sobre o resultado anterior.

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Segundo Cornatione, a expansão foi possibilitada em parte por uma reorganização interna do time comercial.

Uma das mudanças implementadas foi a designação de líderes responsáveis por atender clientes em sete segmentos específicos: manufatura, serviços, saúde e seguros, utilities, óleo e gás, finanças e governo.

Isso possibilitou aos líderes estarem mais próximos dos clientes e de executivos C-Level tomadores de decisão, segundo ele, para conhecer melhor as necessidades e direcionar as demandas para as áreas específicas dentro da Tivit.

Antes, as lideranças eram divididas principalmente de acordo com as três unidades de negócio da Tivit (cloud, digital e cibersegurança).

“A gente queria ditar a necessidade do cliente. Não pode. A necessidade do cliente é ele que traz. Como eu vou suportar a necessidade do cliente de uma forma mais consultiva com todo o portfólio que eu tenho? Esse foi um grande diferencial”, afirmou.

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As mudanças fazem parte de um movimento mais amplo nas operações da Tivit. Desde a aquisição, a Tivit mudou de sede para um novo edifício na avenida Rebouças em São Paulo, onde também estão outras empresas do grupo no Brasil.

Outros processos internos foram revistos para dar mais liberdade para a tomada de decisões por parte da liderança brasileira. Ao mesmo tempo, o grupo italiano busca estar mais próximo para ajudar na operação no dia a dia.

Olhando para frente, a expectativa é manter a estratégia de crescimento nas áreas de cibersegurança, transformação digital e cloud, segundo Cornatione.

“É um momento importante na história da Tivit. Não é um recomeço, mas é como se fosse isso. É um reposicionamento bem estruturado de como a gente quer trabalhar os próximos anos e continuar essa história”, afirmou o executivo.

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