Bloomberg — A OpenAI acaba de lançar um novo recurso no ChatGPT que permitirá aos usuários analisar resultados de exames médicos, preparar-se para consultas médicas e buscar orientação sobre dietas e rotinas de exercícios - um movimento que representa a maior investida da empresa no setor de saúde.
O ChatGPT Health, anunciado nesta quarta-feira (7), tem o objetivo de ajudar a fornecer informações úteis sobre saúde e condicionamento físico, mas não chega a fazer diagnósticos formais.
O novo recurso pode se conectar com os registros médicos eletrônicos de pacientes, wearables e aplicativos de bem-estar, como o Apple Health e o MyFitnessPal, informou a empresa.
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Inicialmente, a OpenAI permitirá que os usuários se inscrevam em uma lista de espera para experimentar o produto.
Um número cada vez maior de empresas de tecnologia tem como alvo o lucrativo - e trilionário - mercado de saúde, em uma aposta de que os avanços da inteligência artificial podem ajudar a analisar padrões nos dados de saúde dos usuários para fornecer recomendações médicas individualizadas.
Por outro lado, essas iniciativas também levantam preocupações sobre os riscos à privacidade e à segurança dos serviços de IA que lidam com dados pessoais mais confidenciais e oferecem sugestões para questões de saúde mais importantes.
Mais de 200 milhões de pessoas já fazem perguntas sobre saúde e bem-estar ao ChatGPT toda semana, segundo a OpenAI.
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A OpenAI, co-fundada e comandada por Sam Altman, disse que também consultou mais de 260 médicos durante dois anos para refinar os recursos de saúde de sua tecnologia de IA.
Além disso, ela planeja separar as conversas sobre saúde de outras partes do aplicativo e adicionar recursos de privacidade aprimorados.
A equipe da OpenAI enfatizou que o serviço foi projetado para complementar, e não substituir, o julgamento dos médicos.
“Os médicos não têm tempo suficiente. Eles não podem passar tanto tempo entendendo tudo sobre você e não têm tempo para explicar o que está acontecendo de uma forma que você possa entender”, disse Fidji Simo, diretor executivo de aplicativos da OpenAI, em entrevista coletiva na quarta-feira.
“Enquanto isso, quando se olha para a IA, ela não tem nenhuma dessas restrições.”
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