Vivara acelera expansão com inauguração no JK Iguatemi e impulso de lojas da rede Life

Joalheria inaugura unidade em São Paulo no próximo dia 17 de outubro e precisa de ao menos 33 aberturas até dezembro para cumprir a meta anunciada para este ano. JPMorgan corta projeção de lucro, mas vê no estoque de ouro uma defesa contra a alta dos metais

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Bloomberg Línea — A Vivara (VIVA3) prevê inaugurar no próximo dia 17 de outubro uma nova loja no shopping JK Iguatemi, em São Paulo, mais um passo no plano de abrir de 55 a 65 lojas em 2026.

O ritmo de inaugurações colocou a joalheria em segundo lugar entre as marcas que mais anunciaram aberturas em shopping centers no segundo trimestre, atrás apenas da Milky Moo, segundo levantamento da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) divulgado na última segunda-feira (28).

A data foi confirmada pela Vivara à Bloomberg Línea. Enquanto a obra avança, a maior rede de joalherias da América Latina atende a clientes em uma loja temporária no mesmo piso. A nova unidade fica no primeiro andar, logo acima do térreo ocupado pelas grifes globais de luxo.

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A rede Life puxa o crescimento da rede. No segundo trimestre, o saldo foi de 17 lojas a mais, 13 da bandeira de joias de prata e quatro da própria Vivara, depois de cinco no primeiro trimestre, todas da Life, segundo o balanço.

O saldo de 22 lojas no semestre ficou abaixo da metade da meta mínima de 55 aberturas para o ano. A rede fechou junho com 520 pontos de venda e está presente em 316 shoppings; em 191 deles, mantém as duas marcas no mesmo endereço.

Ouro mais caro

O JPMorgan projeta uma rede ainda maior nos próximos anos, com 565 pontos de venda no fim de 2026, 615 em 2027 e 665 em 2028, segundo relatório da última terça-feira (29).

Para o banco, a Vivara é a maior varejista de joias do país. Entre as principais rivais estão a dinamarquesa Pandora e as brasileiras H.Stern e Monte Carlo.

A recomendação é overweight (equivalente a compra), com preço-alvo de R$ 30 para dezembro de 2027, cerca de 27% acima do fechamento de R$ 23,67 de quinta-feira (1⁰).

Vivara

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O otimismo vem acompanhado de lucros menores. O banco cortou em 9% a projeção de lucro líquido para 2026, para R$ 596 milhões, e em 8% a de 2027, para R$ 720 milhões.

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A alta do ouro e da prata e a oscilação dos créditos tributários tornaram incerto quanto o consumidor aceita pagar a mais pelas joias, avaliam os analistas.

O estoque longo funciona como defesa. Ele deve permitir reajustes graduais de preço nos próximos 12 a 18 meses, segundo o JPMorgan, que projeta alta de 12% na receita bruta em 2026 e de 13% em 2027.

O semestre mostra essa defesa em ação. A margem bruta chegou a 70,9%, recorde para o período, enquanto o ouro em reais subiu cerca de 16% e a prata, 55%, em um ano, segundo a apresentação de resultados.

A Vivara não compra ouro de fornecedores desde maio de 2025, e as peças feitas com metal mais caro entram aos poucos na produção, contou o diretor financeiro, Elias Leal Lima, à Bloomberg Línea em agosto.

O caixa dá fôlego ao plano. A dívida líquida caiu 57% em 12 meses, para R$ 140,9 milhões, e o JPMorgan projeta que a joalheria termine 2027 com mais caixa do que dívida.

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O banco vê, porém, consumo pressionado em 2027, com famílias endividadas e crédito caro, e lista entre os riscos aberturas abaixo do esperado e a exposição aos metais. As ações negociam a 7,3 vezes o lucro projetado, ante média de 16,7 vezes em dez anos.

Alimentação lidera aberturas

Apesar do avanço da marca, a disputa por espaço nos shoppings vai além das joias. A lista da Abrasce é liderada pela Milky Moo, rede de franquias de alimentação criada em 2020, e completada no topo pela marca de calçados Democrata e pelas fabricantes de cosméticos Wepink e Natura (NATU3).

No total, 1.127 marcas anunciaram inaugurações em shoppings entre abril e junho, alta de 26% sobre o primeiro trimestre, em um setor com 95,4% dos espaços ocupados. Alimentação e bebidas concentram 27% das marcas mapeadas, à frente de vestuário, com 17%, conveniência e serviços, com 15%, e perfumaria e cosméticos, com 9%.

O estudo, feito a cada trimestre desde 2021 com base nos 658 shoppings do país, registrou ainda estreias como a primeira unidade brasileira da rede chinesa de sorvetes e bebidas Mixue, em São Paulo, e a primeira loja da ACE, marca de moda esportiva da C&A (CEAB3).

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