Vale vende participação em ativos de níquel no Canadá para otimizar setor de metais

Unidade da mineradora assinou um acordo para criar um novo consórcio de proprietários para as operações do Cinturão de Níquel de Thompson, em Manitoba, mas manteve 19% de participação na nova empresa

Empresa concordou em vender a maior parte de sua participação em um empreendimento canadense de níquel para a Exiro Minerals, a Orion Resource Partners e o Canada Growth Fund (Foto: Bloomberg)
Por James Attwood
19 de Fevereiro, 2026 | 02:26 PM

Bloomberg — A Vale concordou em vender a maior parte de sua participação em um empreendimento canadense de níquel para a Exiro Minerals, a Orion Resource Partners e o Canada Growth Fund, como parte de uma otimização de seus negócios de metais.

A Vale Base Metals, unidade da mineradora brasileira, assinou um acordo para criar um novo consórcio de proprietários para as operações do Cinturão de Níquel de Thompson, em Manitoba, informou a empresa em comunicado na quinta-feira (19).

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A Exiro, a Orion e o CGF deterão cerca de 81% da nova empresa, e a Vale mantém os 19% restantes.

Os parceiros do consórcio formarão uma nova empresa chamada Exiro Nickel Company e se comprometeram a investir até US$ 200 milhões em Thompson.

A Vale Base Metals assinou um contrato de fornecimento de concentrado produzido na usina de Thompson, mantendo assim sua posição como principal fornecedora de níquel do Canadá.

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A Vale, que pretende lançar uma oferta pública inicial (IPO) de sua unidade de metais básicos, busca fortalecer a competitividade de seu portfólio global.

A empresa também está focada na expansão de seus negócios de cobre, especialmente na região de Carajás, no Brasil. Os preços do cobre, um material fundamental na transição energética, subiram cerca de três vezes mais que os do níquel no último ano.

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O CEO da Vale Base Metals, Shaun Usmar, recusou-se a divulgar o valor da transação durante uma teleconferência com jornalistas na quinta-feira, afirmando apenas que ela “não era relevante para nossos resultados”.

“Trata-se, na verdade, de como otimizar o valor e, para nós, manter a participação e a possibilidade de expansão — bem como a possibilidade de escoamento da produção”, disse ele. “Se não estivéssemos participando, estaríamos vendendo um concentrado em condições competitivas para terceiros.”

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A subsidiária com sede em Toronto iniciou, no ano passado, uma revisão estratégica do complexo Thompson — e, no início deste mês, anunciou uma baixa contábil de US$ 3,5 bilhões em seus ativos de níquel no Canadá, após uma revisão para baixo nas projeções de preços de longo prazo.

“Nosso plano é dobrar a produção atual nos próximos cinco anos”, disse o CEO da Exiro Nickel Company, Shastri Ramnath, na quinta-feira. Embora a empresa permaneça privada por enquanto, “assim que estivermos em uma posição sólida, nosso plano é abrir o capital”, acrescentou ela.

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