Shein capta US$ 1,7 bilhão em IPO em Hong Kong e é avaliada em US$ 26 bi, dizem fontes

Oferta marca a chegada da gigante do fast-fashion à bolsa após tentativas frustradas nos EUA e no Reino Unido e em meio à desaceleração dos negócios; avaliação representa cerca de um quarto dos US$ 100 bilhões alcançados há quatro anos

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Bloomberg — A Shein levantou HK$ 13,6 bilhões (US$ 1,7 bilhão) após definir o preço de sua oferta pública inicial em Hong Kong, segundo fontes a par do assunto ouvidas pela Bloomberg News.

A empresa vendeu cerca de 280 milhões de ações a HK$ 48,56 cada, afirmaram as fontes, que preferiram não se identificar por se tratar de assunto confidencial.

Isso avalia a varejista de fast-fashion em pouco mais de US$ 26 bilhões, em comparação com o valor de aproximadamente US$ 100 bilhões que a empresa alcançava há quatro anos.

Um representante da Shein não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. As ações devem começar a ser negociadas em 1º de setembro.

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A Shein, fundada na China continental, mas agora com sede em Singapura, havia abandonado anteriormente tentativas nos EUA e no Reino Unido devido ao escrutínio regulatório. Seu crescimento desacelerou significativamente devido às tarifas, enquanto a intensificação da concorrência da Temu, da PDD, em mercados-chave, incluindo os EUA e a Europa, também afetou os negócios.

O prospecto da varejista mostra que ela passou de um lucro de US$ 395 milhões no primeiro trimestre de 2025 para um prejuízo de US$ 99 milhões no mesmo período de 2026, enquanto o crescimento da receita também vem diminuindo.

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A Shein tem contado fortemente com seus atuais investidores para concretizar a oferta pública inicial. Eles representam cinco dos sete investidores-âncora e também deveriam adquirir até metade das ações destinadas a gestores de fundos, informou a Bloomberg News.

A Shein construiu seu império de fast-fashion oferecendo roupas ultrabaratas e alinhadas às tendências, um modelo que incentivava os consumidores a fazerem “compras em massa” regularmente e a publicá-las nas redes sociais. Essa fórmula tem enfrentado dificuldades, já que as tarifas dos EUA e a guerra no Oriente Médio levaram a custos mais altos de materiais e ao aumento dos preços para os consumidores.

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