Petrobras espera ‘momento certo’ para reagir à alta do petróleo, diz CEO

Apesar da disparada dos preços nos mercados globais, a estatal aguardará para ver se, e por quanto tempo, eles permanecerão elevados antes de decidir se repassará esses custos aos consumidores, disse Magda Chambriard em entrevista à Bloomberg TV

'Precisamos ter certeza de que não se trata de uma tendência passageira', disse Magda Chambriard à Bloomberg Television
Por Mariana Durao - Katie Greifeld - Romaine Bostick
09 de Março, 2026 | 03:16 PM

Bloomberg — A Petrobras tem adiado aumentos nos preços de combustíveis no varejo no Brasil, apesar da disparada nos mercados globais de petróleo impulsionada pela guerra, afirmou a CEO Magda Chambriard.

A estatal aguardará para ver se — e por quanto tempo — os preços do petróleo permanecerão elevados antes de decidir se repassará esses custos aos consumidores, disse Chambriard durante entrevista à Bloomberg Television, em Nova York, na segunda-feira (9).

PUBLICIDADE

Leia também: Arábia Saudita corta produção de petróleo com bloqueio de Ormuz, dizem fontes

“Estamos acompanhando de perto todos esses acontecimentos e vamos reagir no momento certo”, disse ela. “Precisamos ter certeza de que não se trata de uma tendência passageira e de que o cenário é razoavelmente estável para nos permitir seguir na direção correta.”

Com a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã entrando em sua segunda semana, os preços do petróleo superaram US$ 100 por barril, elevando desde o combustível de aviação e a gasolina até as matérias-primas para a produção de plásticos.

PUBLICIDADE

Leia também: Crise no Oriente Médio trava fluxo de petróleo e gera temor de choque energético global

A Arábia Saudita e outros grandes produtores de petróleo e gás natural do Oriente Médio começaram a reduzir a produção, enquanto mísseis, ataques com drones e a paralisação virtual de uma rota marítima crucial sufocam o setor.

A diferença entre os preços dos combustíveis nas refinarias da Petrobras e os níveis internacionais aumentou desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

PUBLICIDADE

A Petrobras tem vendido diesel e gasolina por preços 85% e 45% inferiores aos internacionais, respectivamente, segundo a associação de importadores de combustíveis Abicom.

Leia também: ‘Petrobras precisa estar preparada para qualquer cenário do petróleo’, diz CEO

Até o momento, não houve pressão política sobre a Petrobras para manter os preços nas bombas, afirmou Chambriard. A Petrobras adota uma política de proteger a economia do país de oscilações acentuadas nos preços dos combustíveis.

Veja mais em bloomberg.com