GPA cita dúvidas ‘relevantes’ sobre continuidade operacional após prejuízo no 4º tri

Varejista reduziu o prejuízo anual, mas segue pressionada por déficit de capital de giro e vencimentos relevantes de dívida em 2026, enquanto negocia alongamento de prazos e corte de despesas

Crise de liquidez segue entre as principais preocupações da companhia.
Por Rachel Gamarski
25 de Fevereiro, 2026 | 07:59 AM

Bloomberg — O Grupo Pão de Açúcar (GPA) afirmou que o prejuízo no quarto trimestre e déficit de capital de giro levantam dúvidas relevantes sobre sua continuidade operacional

A varejista, que tenta reverter o desempenho fraco no negócio de alimentos, afirmou que a administração adotou medidas para mitigar riscos ligados aos elevados vencimentos de dívida previstos para 2026.

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Segundo a empresa, as iniciativas incluem negociações para alongar prazos, reduzir custos e despesas financeiras e monetizar créditos fiscais, conforme divulgado nas notas explicativas do resultado do quarto trimestre.

O índice de dívida líquida do GPA em relação ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), uma medida de alavancagem, subiu para 2,4 vezes ao fim de 2025, ante 1,6 vez no ano anterior. A dívida líquida avançou para 2,08 bilhões de reais (US$ 403,6 milhões), de 1,39 bilhão de reais em 2024.

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Embora tenha reduzido o prejuízo líquido anual para R$ 824 milhões em 2025, ante perda de R$ 2,41 bilhões no ano anterior, a crise de liquidez segue entre as principais preocupações da companhia.

Alexandre Santoro, que assumiu como CEO no início de janeiro, afirmou no balanço financeiro de resultados que a empresa agora se concentra em três “prioridades claras” para estabilizar o negócio: geração de fluxo de caixa operacional, disciplina financeira e melhoria da experiência do cliente.

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O GPA também simplifica sua estrutura e processos corporativos, “reduzindo despesas e aumentando a agilidade” em meio ao ambiente competitivo do varejo brasileiro, disse Santoro.

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