Executivo global do JPMorgan vê cenário ‘otimista’ para IPOs e M&As em 2026

Matthieu Wiltz, co-head do JPMorgan para a região que inclui Europa, Oriente Médio e África, disse à Bloomberg TV que o ‘pipeline’ do banco é ‘muito robusto’ e que há uma forte demanda do mercado que busca se beneficiar

Placa do JPMorgan Chase & Co. no pregão da Bolsa de Valores de Nova York. (Foto: Michael Nagle/Bloomberg)
Por Claudia Cohen - Guy Johnson - Anna Edwards
06 de Janeiro, 2026 | 08:10 AM

Bloomberg — Um dos principais executivos do JPMorgan Chase, Matthieu Wiltz, disse que o banco está “otimista” quanto à realização de mais ofertas públicas iniciais e negócios neste ano, apesar dos ventos contrários econômicos e geopolíticos em todo o mundo.

“O sentimento é positivo e vemos que o pipeline que temos, tanto em fusões e aquisições quanto em IPOs, é muito robusto”, disse Wiltz, codiretor do JPMorgan para a região EMEA (Europa, Oriente Médio e África), em uma entrevista à Bloomberg TV nesta terça-feira (6).

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“Há uma forte demanda do mercado - quando ouvimos os clientes, também há uma vontade real de entrar no mercado e se beneficiar dessa janela.”

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O JPMorgan foi o terceiro maior coordenador global de IPOs no ano passado, de acordo com dados compilados pela Bloomberg, já que o valor total dos negócios aumentou 47%, mesmo com a pausa que se seguiu aos anúncios de tarifas dos EUA em abril passado.

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O banco liderou o financiamento de aquisições, com apoio para negócios como a venda recorde da Electronic Arts.

Wiltz disse que a capacidade de financiamento do JPMorgan lhe deu uma vantagem crucial ao competir com empresas de crédito privado.

Ainda assim, o executivo disse que o banco está exercendo maior cautela em meio à crescente conscientização dos riscos nos mercados privados.

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“Vivemos hoje em um mercado em que há um excesso de liquidez oferecido ao mercado em geral, e é por isso que, às vezes, precisamos nos recusar a fazer transações se acharmos que as cláusulas não estão adequadas”, disse Wiltz.

No ano passado, o colapso dramático da Tricolor Holdings, credora de empréstimos subprime para automóveis, que levou a perdas em uma série de bancos, incluindo o JPMorgan, provocou um alerta do CEO do banco, Jamie Dimon, de que empréstimos problemáticos poderiam surgir em outros lugares no espaço de crédito privado.

“Cada vez mais co-investidores estão vindo conosco ou com alguns dos agentes de crédito privado - nós já estávamos fazendo isso por nós, mas com co-investidores, isso coloca ainda mais pressão sobre nós para garantir que façamos a devida diligência”, disse Wiltz.

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-- Com a colaboração de Ronan Martin.

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