Bloomberg Línea — A rede sueca de moda rápida H&M confirmou sua chegada à Argentina e abrirá sua primeira loja no país em 2027 depois sua estreia recente no mercado brasileiro.
A decisão foi celebrada pelo ministro da Desregulamentação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, como um sinal do impacto que as reformas econômicas podem ter sobre o mercado local.
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Em sua conta no X, Sturzenegger afirmou que “uma vez que os argentinos vejam que podem comprar roupas baratas em seu próprio país, a possibilidade de reverter as reformas se torna quase impossível”.
“Por isso, esta é uma notícia de grande importância”, acrescentou o ministro. A publicação vinculou diretamente a chegada da marca sueca à estratégia oficial de abertura comercial e desregulamentação da economia.
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A empresa anunciou que entrará no mercado argentino junto à Hola Moda, sua parceira franqueada na região.
“Temos o prazer de anunciar nossa contínua expansão na América Latina com a abertura de nossa primeira loja na Argentina em 2027. Este é um passo muito importante, e esperamos que a H&M e nosso conceito de moda e qualidade pelo melhor preço, de forma sustentável, sejam acessíveis a muitos clientes no país”, afirmou Daniel Ervér em comunicado.
A entrada na Argentina faz parte do plano de crescimento da H&M na América Latina. A empresa abriu sua primeira loja na região no México em 2012 e atualmente opera também no Brasil, Peru, Uruguai, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Panamá, Venezuela e El Salvador. Além disso, tem prevista a inauguração de sua primeira loja no Paraguai ainda em 2026.
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A chegada da H&M é uma das apostas mais aguardadas pelos consumidores argentinos e ocorre em um contexto de crescente interesse de marcas internacionais pelo mercado local.
A combinação de estabilização macroeconômica, flexibilização de restrições e expectativa de maior abertura comercial começou a reposicionar a Argentina como destino atrativo para grandes players globais do varejo.
Meses atrás, a rede francesa de artigos esportivos Decathlon também retornou ao país — desta vez com presença física limitada. A marca havia deixado a Argentina em 2002, durante a crise econômica, e voltou por meio do Grupo One.
Sua estratégia inicial prevê lojas nos principais shoppings de Buenos Aires, com presença comercial restrita e sem produção local.
No setor têxtil, outro retorno relevante foi o da Victoria’s Secret. A marca de lingerie voltou à Argentina e já inaugurou duas lojas neste ano: uma no shopping Unicenter e outra no Alto Palermo, ambos em Buenos Aires.
A operação funciona exclusivamente como ponto de venda para o segmento premium, sem fabricação local nem grandes investimentos produtivos.
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