BRZ rescinde acordo de ‘IPO reverso’ que poderia colocar nova incorporadora na bolsa

Prazo para combinação de negócios entre construtora mineira e a Fica Empreendimentos expirou sem que as partes tenham chegado a um consenso, segundo comunicado da empresa

Empreiteiros trabalham em prédio em São Paulo
15 de Fevereiro, 2026 | 04:07 PM

Bloomberg Línea — A incorporadora mineira BRZ Empreendimentos decidiu que não seguirá mais em frente com a combinação de negócios com a Fica Empreendimentos.

A operação funcionaria como um atalho para entrada na bolsa brasileira, movimento conhecido no mercado como “IPO reverso” – a Fica é listada desde 2007.

PUBLICIDADE

As companhias assinaram em agosto de 2025 um Memorando de Entendimentos (MOU) para avaliar uma possível combinação de negócios.

Em comunicado enviado ao mercado no sábado (14), a empresa afirma, no entanto, que o prazo para a operação expirou “sem que as partes tenham conseguido chegar a um consenso acerca dos termos e condições finais da potencial combinação de negócios”.

Leia também: Fuga de bilionários da Califórnia aquece o mercado de imóveis de luxo em Miami

PUBLICIDADE

O acordo previa a unificação das bases acionárias e a criação de uma nova companhia, na qual a BRZ deteria 85% de participação e a Fica, 15%. A empresa resultante seria listada na B3 com novo ticker, mantendo nome e identidade da BRZ.

“O MOU foi rescindido de pleno direito, bem como a proposta vinculante celebrada entre a BRZ e os acionistas da Fica, Total Log Planejamento e Participações Ltda. e a Promult Empreendimentos Imobiliários S.A”, afirma o documento.

Fundada em Belo Horizonte, a BRZ tem sede em Campinas (SP) e atuação voltada especialmente no segmento econômico, via Minha Casa Minha Vida (MCMV).

PUBLICIDADE

A empresa atua em 34 cidades de três estados: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A Fica, por sua vez, tem atuação apenas em São Paulo.

Leia também

Com foco no presencial, Nubank investirá R$ 2,5 bi em cinco anos em escritórios

Tenda vê casas pré-fabricadas como um ‘extra’ ao negócio. Falta convencer o investidor