Blackstone considera fazer oferta pela L’Occitane, segundo fontes

Gigante de private equity conduz um processo de due dilligence preliminar, disseram fontes à Bloomberg News

Loja da L'Occitane na Arábia Saudita
Por Vinicy Chan - Manuel Baigorri - Cathy Chan
05 de Fevereiro, 2024 | 02:59 PM

Bloomberg — A gigante de private equity Blackstone (BX) considera fazer uma oferta pela empresa de cuidados com a pele L’Occitane, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News.

A empresa tem conduzido um processo de due dilligence preliminar e avalia uma oferta potencial pela L’Occitane, disseram as fontes.

A Blackstone considera a possibilidade de se associar ao bilionário presidente da L’Occitane, Reinold Geiger, em uma aquisição, segundo as pessoas, que pediram para não serem identificadas discutindo deliberações privadas.

Um representante da Blackstone recusou-se a comentar. Um porta-voz da L’Occitane não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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As ações da L’Occitane subiram 0,8% nas negociações em Hong Kong nesta segunda-feira (5), dando-lhe um valor de mercado de cerca de US$ 4,9 bilhões.

No ano passado, Geiger considerou fechar o capital da empresa com o objetivo de relistá-la na Europa com um valor potencialmente mais alto. Ele depois abandonou a ideia, desencadeando uma queda nas ações da L’Occitane.

Quem é dono da L’Occitane

Um veículo de investimento controlado pelo empresário austríaco Reinold Geiger possui mais de 70% da L’Occitane, segundo os documentos regulatórios.

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As deliberações estão em estágio inicial, e não há certeza de que levarão a uma proposta. A L’Occitane também pode atrair interesse de outros pretendentes, disseram as fontes.

A empresa, sediada em Luxemburgo, abriu capital na bolsa de Hong Kong em 2010. As ações atingiram o pico em 2022, mais que dobrando seu preço de IPO, mas desde então recuaram.

O valor de mercado da L’Occitane estava cerca de 10 vezes o seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização estimado no fechamento de segunda-feira (5), enquanto os concorrentes em média negociam a mais de 13 vezes, segundo dados compilados pela Bloomberg.

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