Mercados

PIB dos EUA, safra de balanços e juros do BCE: os eventos que movem os mercados

Os investidores também monitoram o impacto no setor de tecnologia dos prognósticos desfavoráveis da Meta para a economia, além do andamento da guerra de Israel contra o Hamás

Estes são os eventos que orientam os investidores e movem os mercados hoje
Por Bianca Ribeiro e Michelly Teixeira
26 de Outubro, 2023 | 06:06 AM

Barcelona, Espanha — O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos e a demonstração financeira da Amazon são os destaques desta jornada, assim como a decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre os juros, que o mercado espera que seja mantido em 4%. O quadro geopolítico segue em foco após uma breve incursão terrestre de Israel no norte de Gaza, em busca de reféns capturados pelo Hamas. O presidente dos EUA, Joe Biden, pediu ao país que adie a invasão terrestre total que Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, disse estar preparando.

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💲 Acordo na Ford. O sindicato norte-americano de trabalhadores do setor automotivo United Auto Workers (UAW) chegou a um acordo provisório com a Ford (FORD), para um aumento salarial recorde de 25% a ser votado no dia 29. O anúncio pressiona as rivais General Motors GM)e Stellantis (STLA) para encerrar a greve, e ambas devem se reunir com o sindicato ainda hoje.

🏦 Bancos europeus em baixa. As ações do Standard Chartered recuavam ao redor de 12% em Londres após o lucro cair 2% no terceiro trimestre para US$1,32 bilhão, abaixo das projeções (US$1,5 bilhão). O francês BNP Paribas teve uma queda de 9% na receita com operações de mercado, para €1,8 bilhão, também abaixo das estimativas, e o lucro líquido diminuiu 4% (€2,7 bilhões).

🚘 Sinais contrários. As vendas da Hyundai Motor aumentaram 8,7% no terceiro trimestre e o lucro operacional somou o equivalente a US$ 2,8 bilhões, acima das previsões, e 146% maior do que o apurado no mesmo trimestre de 2022, quando a empresa fez provisões de garantia. O resultado se deve a fortes vendas de modelos de luxo e veículos elétricos, assim como à fraqueza da moeda coreana. Já na Mercedes-Benz, o lucro ajustado caiu 8% no mesmo período - a empresa avisa que o cenário de custos e demanda deve levar suas margens de produção ao limite inferior da previsão para este ano (de 12% a 14%).

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📉 Olho nas tech. O ambiente econômico frustrou as expectativas do mercado com os resultados futuros da Meta (META), após a empresa afirmar que a perspectiva de receita é incerta para 2024. As ações chegaram a perder mais de 3% antes da abertura das bolsas em Nova York, apesar das vendas terem crescido para US$34,2 bilhões no terceiro trimestre, acima da média esperada (US$ 33,5 bilhões). Às 6h de Brasília, reduziam a queda para 2,55%. Já a IBM (IBM)reafirmou a perspectiva de maior receita no ano após informar um aumento de 4,6% nas vendas (US$ 14,8 bilhões) no trimestre até setembro, um pouco melhor do previsto pelo mercado. O lucro de US$2,20 por ação, excluindo alguns itens, também foi além do estimado (US$2,12).

📈 O vaivém dos ativos. Os contratos futuros de índices dos EUA operavam em queda, assim como as bolsas europeias. Na Ásia, o fechamento foi majoritariamente negativo. Em outros mercados, o prêmio de risco do título de 10 anos dos EUA, em queda, era de 4,95%. No mercado cambial, o euro e a libra esterlina se depreciavam frente ao dólar, enquanto o iene se valorizava. O ouro subia e os contratos de petróleo bruto WTI recuavam, cotados ao redor de US$85 por barril.

(Com informações de Bloomberg News)

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Os mercados esta manhãdfd

🟢 As bolsas ontem (25/10): Dow Jones Industrials (-0,32%), S&P 500 (-1,43%), Nasdaq Composite (-2,43%), Stoxx 600 (+0,04%), Ibovespa (-0,82%)

A aversão a risco aumentou com notícias de geopolítica e as ações de tecnologia foram especialmente afetadas pelo resultado frustrante da Alphabet (Google), que não conseguiu fazer deslanchar sua unidade de computação em nuvem. Após o fechamento, a Meta Platforms reportou um crescimento de receita acima das estimativas dos analistas, apesar de seus prognósticos desfavoráveis para a economia.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados.

Na agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

EUA: PIB/3T23, Núcleo de Preços PCE/3T23, Gasto dos Consumidores/2T23, Pedidos Iniciais de Seguro-Desemprego, Pedidos de Bens Duráveis/Set, Balança Comercial de Bens/Set, Nível de Estoques do Varejo/Set, Estoques no Atacado, Vendas Pendentes de Moradias/Set, Índice de Atividade Industrial-Fed Kansas/Out

Europa: Zona do Euro (Taxa de Facilidade Permanente de Depósito/Out); Reino Unido (Pesquisa CBI de Varejo e Distribuição/Out); Espanha (Taxa de Desemprego/3T23)

Ásia: Hong Kong (Balança Comercial); China (Lucro Industrial/Set)

América Latina: Brasil (IPP/Set, IPCA-15/Out, Transações Correntes/Set, Investimento Estrangeiro Direto/Set, Reunião do CMN, Índice de Evolução de Emprego-CAGED); México (Taxa de Desemprego/ Set)

Bancos centrais: Decisão de Política Monetária (BCE), Discursos de Christopher Waller (Fed) e Jon Cunliffe (BoE)

Balanços: Amazon, Mastercard, Merck, Comcast, TotalEnergies, Intel, UPS, Bristol-Myers Squibb, Mercedes-Benz , Volkswagen, Vale, Ford Motor, STMicroelectronics, Newmont, Repsol, Hertz

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Bianca Ribeiro

Bianca Ribeiro

Jornalista especializada em economia e finanças, com passagem por redações e veículos focados em economia, como Valor Econômico, Agência Estado e Folha de S.Paulo.

Michelly Teixeira

Michelly Teixeira

Jornalista com mais de 20 anos como editora e repórter. Em seus 13 anos de Espanha, trabalhou na Radio Nacional de España/RNE e colaborou com a agência REDD Intelligence. No Brasil, passou pelas redações do Valor, Agência Estado e Gazeta Mercantil. Tem um MBA em Finanças, é pós-graduada em Marketing e fez um mestrado em Digital Business na ESADE.