Para Hartnett, do Bank of America, alta das ações está perto de ativar sinal de venda

Estrategista do banco de Wall Street adota tom mais cauteloso sobre a perspectiva de ganhos sustentados em cima dos atuais níveis recordes

Agência do BofA em Chicago
Por Sagarika Jaisinghani
09 de Fevereiro, 2024 | 03:43 PM

Bloomberg — A rápida alta que puxou as ações americanas para uma sucessão de recordes agora está perto de desencadear vários sinais de venda, segundo Michael Hartnett, estrategista do Bank of America (BAC).

O indicador de tendência de alta e baixa do banco subiu para 6,8 na semana encerrada em 7 de fevereiro, escreveu Hartnett em nota. Uma leitura acima de 8 sugeriria que a tendência de alta foi longe demais, emitindo um sinal contrário na direção de venda, disse o estrategista.

“O posicionamento baixista em 2023 foi o melhor amigo dos mercados”, disse Hartnett. Mas depois de os investidores terem comprado S&P 500 durante a alta de 24% do ano passado, essa exposição está prestes a “virar de vento favorável para vento contrário”.

Ele advertiu que “em bolhas, os mercados mostram pouco respeito pelo posicionamento” ou pelos valuations. “Eles respeitam apenas política monetária e juros reais”, disse ele.

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Hartnett estava pessimista em relação ações no ano passado, uma previsão que não se concretizou. O índice S&P 500 continuou a avançar este ano, atingindo máximas históricas diante do otimismo com a economia robusta dos EUA e a perspectiva de cortes de juros pelo Federal Reserve.

A migração de alocações em ativos seguros de alta liquidez, equivalentes a dinheiro em caixa, para ativos de risco também estão entre os indicadores a serem observadas para possíveis sinais de alerta, disse Hartnett. Seria um sinal de venda se houverem ingressos de cerca de US$ 20 bilhões em fundos de ações e US$ 6 bilhões em títulos de alto risco nas próximas duas semanas, disse ele.

Cerca de US$ 5,6 bilhões fluiram para fundos de ação globais na semana encerrada em 7 de fevereiro, enquanto os fundos de títulos atraíram US$ 13,3 bilhões, de acordo com o BofA, com base em dados da EPFR Global. Os fundos de alta liquidez registraram entradas de US$ 40,1 bilhões.

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