O plano da Kraft Heinz para dobrar de tamanho no Brasil

Também no Breakfast: O fim da ‘taxa das blusinhas’ para melhorar a popularidade de Lula | O efeito positivo para a Dasa da parceria com a Amil em hospitais | Os obstáculos para uma aliança entre os EUA e o Brasil em terras raras

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A Kraft Heinz mira dobrar de tamanho no Brasil até 2030 em uma estratégia focada em ampliar a presença das marcas Heinz, Quero, Hemmer e BR Spices, que fazem parte do portfólio do grupo, segundo disse Ariel Grunkraut, CEO da empresa no Brasil, em entrevista à Bloomberg Línea.

Recentemente, o grupo de alimentos anunciou o lançamento do ketchup Heinz Zero para atender justamente a demanda de consumidores que buscam produtos com baixo teor de açúcar. Outra aposta da empresa é crescer em vendas de maionese no país.

A estratégia marca uma mudança em relação ao ciclo anterior. Entre 2020 e 2025, a operação brasileira dobrou de tamanho, impulsionada pela marca Heinz e também pelas aquisições da Hemmer, empresa que nasceu em Blumenau (SC) com foco em ketchup, em 2021, e da BR Spices, adquirida no mesmo ano.

“Quando a gente olha de 2026 agora para 2030, a nossa ambição é dobrar de tamanho sem fazer nenhuma aquisição”, disse Grunkraut em entrevista à Bloomberg Línea. “Acreditamos que tem muito valor para ser extraído nas quatro marcas que hoje temos no portfólio.”

⇒ Leia a reportagem: Do ketchup zero à maionese: o plano da Kraft Heinz para dobrar de tamanho no Brasil

No radar dos mercados

As ações globais operam em alta nesta quarta-feira (13), em meio à recuperação das empresas de tecnologia e às apostas dos investidores de que o rali das fabricantes de chips ainda tem espaço para avançar.

- BYD mira fábricas ociosas na Europa. A montadora chinesa negocia com a Stellantis e outras empresas europeias a aquisição de unidades subutilizadas, segundo disse a vice-presidente executiva Stella Li em uma entrevista à Bloomberg News. A BYD tem ampliado as vendas de elétricos fora da China.   

- Efeitos da guerra. O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os preços globais de fertilizantes e combustíveis e agravou o risco de insegurança alimentar em países africanos, como o Malaui. Agricultores de países como Nigéria e Lesoto relatam redução no uso de fertilizantes e da área de plantio.   

- Nissan projeta retomada após cortes. A montadora japonesa estimou lucro operacional de ¥ 200 bilhões (US$ 1,3 bilhão) no ano fiscal até março de 2027, acima das expectativas, em sinal de que o plano de reestruturação liderado pelo CEO Ivan Espinosa começou a aliviar a pressão financeira da empresa.

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🔘 As bolsas ontem (12/05): Dow Jones Industrials (+0,11%), S&P 500 (-0,16%), Nasdaq Composite (-0,71%), Stoxx 600 (+0,11%), Ibovespa (-1,01%)
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Destaques da Bloomberg Línea:

• Lula revoga ‘taxa das blusinhas’ para melhorar popularidade a cinco meses da eleição

• ‘Esta administração da Petrobras não gosta de vender, só de comprar’, diz Magda Chambriard

• Dasa espera contribuição positiva da Rede Américas após 1º lucro da parceria com a Amil

• Também é importante: Grupo Toky solicita desbloqueio de R$ 77 mi em recebíveis de cartão em pedido de RJ | ‘Adoção de IA não é opcional’, diz CEO da Red Hat, empresa da IBM que fatura US$ 7 bi

• Opinião Bloomberg: Por que a parceria entre EUA e Brasil em terras raras enfrenta obstáculos

• Para não ficar de fora: No Grupo SBF, da Centauro, vendas de produtos da Seleção antes da Copa superam 2022

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Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Editor sênior, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)