Investidores estrangeiros compram mais de R$ 50 bilhões em ações brasileiras no ano

Traders de outros países injetaram mais de R$ 11 bilhões em ações locais no mês, mesmo com a volatilidade trazida pelo conflito no Oriente Médio

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Bloomberg — A bolsa brasileira encerrou o primeiro trimestre com o maior fluxo estrangeiro para o período em quatro anos, destacando a resiliência do mercado acionário mesmo diante do aumento das incertezas globais em meio ao conflito no Oriente Médio.

Investidores estrangeiros injetaram mais de R$ 11 bilhões em ações locais no mês, mesmo com a volatilidade trazida pelo conflito no Oriente Médio . Os fluxos para o mercado brasileiro seguiram robustos, totalizando mais de R$ 50 bilhões no primeiro trimestre — o melhor início de ano em termos de entradas desde 2022.

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O estrangeiro “continua vindo forte”, diz Ilan Arbetman, analista na Ativa Investimetos.

“Mesmo com todos os problemas que o Brasil tem, ele é um mercado com mais jurisprudência do que alguns de seus pares emergentes”.

O Ibovespa tem se beneficiado de uma tendência mais ampla de diversificação ao longo do último ano, com investidores reduzindo a exposição aos Estados Unidos e a outros mercados desenvolvidos em meio ao aumento dos riscos políticos e das tensões comerciais globais.

Embora o conflito no Oriente Médio tenha abalado os mercados, especialmente devido ao impacto nos preços de energia, o Brasil permaneceu relativamente resiliente no período, com perdas mais contidas do que em outros mercados.

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O índice fechou em queda de 0,7% no mês. Em dólares, o recuo foi de 1,8%, interrompendo uma sequência de duas altas mensais consecutivas, enquanto pares globais, como o S&P 500 e o índice MSCI de ações emergentes, caíram 5,1% e 13%, respectivamente.

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