Inflação, balanços e falso anúncio sobre ETF de bitcoin: os eventos que movem os mercados

Os investidores se guiam por expectativas quanto a inflação dos EUA, que sai amanhã, e o início da safra de balanços; também aguardam a luz verde da SEC aos fundos que replicam o bitcoin, depois de conta hackeada ter divulgado informação falsa

Estes são os eventos que orientam os investidores e movem os mercados hoje
10 de Janeiro, 2024 | 06:31 AM

Barcelona, Espanha — Os mercados estão à espera dos dados de inflação dos Estados Unidos, que só serão divulgados amanhã, assim como os do Brasil. Até lá, a agenda vazia de hoje tende a levar as ações a movimentos mais amenos. Também é apenas nesta sexta que começa a temporada de balanços, com os grandes bancos americanos puxando a fila.

Os relatórios de inflação, comércio e crédito da China também devem ser divulgados nos próximos dias e oferecerão um exame da saúde da segunda maior economia do mundo. A geopolítica continua em foco: o enviado da China aos EUA disse que o país não tem espaço para fazer concessões àqueles que defendem a independência de Taiwan.

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🇯🇵 Segundo rali seguido. As ações japonesas subiram para novos máximos de três décadas, contrastando com as negociações silenciosas no restante do mundo acionário, já que predomina a cautela na véspera da inflação ao consumidor nos EUA. A expectativa é de que o indicador forneça pistas sobre o momento dos cortes nas taxas de juros do Federal Reserve.

🏴‍☠️ Anúncio pirata. A SEC (órgão dos EUA equivalente à Comissão de Valores Mobiliários) ainda não aprovou a criação de um fundo negociado em bolsa de Bitcoin à vista. Sua conta oficial no X, antigo Twitter, foi invadida e uma postagem falsa informou que a agência havia dado luz verde aos planos para o ETF de Bitcoin. Autoridades dos EUA investigam como uma conta de mídia social do principal órgão regulador de Wall Street foi violada. O bitcoin subia ligeiramente esta manhã, em torno dos US$ 45.550.

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💵 De olho no Fed. O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, discursa hoje às 17h15 (horário de Brasília) e deverá comentar sobre os rumos da política monetária dos Estados Unidos.

✈️ Boeing faz mea culpa. O CEO da Boeing, Dave Calhoun, disse que a fabricante de aviões deve assumir os defeitos em suas aeronaves, depois que um novo incidente na fuselagem de um 737 Max renovou as dúvidas sobre a qualidade da fabricantes. “Vamos abordar isso – em primeiro lugar - reconhecendo nosso erro”, disse Calhoun aos funcionários na terça-feira, durante uma reunião de toda a empresa em sua fábrica do 737, perto de Seattle. As ações da empresa têm reagido negativamente à nova crise.

📈 O vaivém dos ativos nesta manhã. Os contratos futuros de índices dos EUA operavam todos com ligeira alta. Na Europa, as bolsas trabalhavam no vermelho. No encerramento do mercado acionário da Ásia, a maioria dos índices caiu, mas o Nikkei voltou a surpreender e fechou 2% mais alto.

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O prêmio de risco do título de 10 anos dos EUA caía para 3,995%. Os contratos de ouro avançavam. Entre as divisas, iene, euro e libra se apreciavam frente ao dólar. O petróleo caía, depois de subir ante os sinais de que os estoques de petróleo bruto dos EUA continuam a cair, e com mais ataques a navios no Mar Vermelho aumentando o risco de que o abastecimento do Oriente Médio possa ser interrompido.

(Com informações de Bloomberg News)

🗓️ AGENDA: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Os mercados esta manhãdfd
🔘 As bolsas ontem (09/01): Dow Jones Industrials (-0,42%), S&P 500 (-0,15%), Nasdaq Composite (+0,09%), Stoxx 600 (-0,19%), Ibovespa (-0,74%)
Michelly Teixeira

Jornalista com mais de 20 anos como editora e repórter. Em seus 13 anos de Espanha, trabalhou na Radio Nacional de España/RNE e colaborou com a agência REDD Intelligence. No Brasil, passou pelas redações do Valor, Agência Estado e Gazeta Mercantil. Tem um MBA em Finanças, é pós-graduada em Marketing e fez um mestrado em Digital Business na ESADE.

Victor Sena

Editor assistente na Bloomberg Línea. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Especializado em cobertura de economia.