Ibovespa sobe na contramão do exterior, sustentado pela Petrobras; dólar avança

Trump voltou a ameaçar o Irã; preços do petróleo sobem no mercado internacional e dólar avança a R$ 5,25

After Hours
30 de Março, 2026 | 06:37 PM

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) subiu na contramão das bolsas americanas nesta segunda-feira (30), dia em que os mercados estiveram atentos aos desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O conflito superou um mês de duração e tem impulsionado os preços do petróleo diante do impasse sobre o Estreito de Ormuz, região na costa do Irã que está bloqueada pelo conflito e é responsável pelo transporte de cerca de um quinto do petróleo global.

PUBLICIDADE

A alta de quase 2% do petróleo Brent no mercado internacional impulsionou as ações da Petrobras (PETR4), que chegaram a subir mais de 2% na máxima do dia, dando força ao Ibovespa.

Ao longo do dia, no entanto, a alta da petroleira perdeu força, e o índice também foi afetado pela virada para o negativo das bolsas americanas. O Ibovespa subiu 0,53% e encerrou o dia aos 182.514 pontos.

Já o dólar avançou 0,12% contra o real, cotado a R$ 5,25.

PUBLICIDADE
Fechamento 30/03/2026

No exterior, novas declarações do presidente americano Donald Trump sobre o Irã deram o tom do dia no mercado acionário.

“Os Estados Unidos da América estão em negociações sérias com um novo regime, mais razoável, para encerrar nossas operações militares no Irã”, publicou Trump nesta segunda-feira em sua plataforma de mídia social.

Apesar de sinalizar um possível fim para o confronto, Trump também ameaçou destruir a infraestrutura de energia do Irã caso não se chegue a um acordo para pôr fim à guerra no país.

PUBLICIDADE

“Houve um grande progresso, mas se, por qualquer motivo, não se chegar a um acordo em breve, o que provavelmente acontecerá, e se o Estreito de Ormuz não estiver imediatamente ‘Aberto para Negócios’, concluiremos nossa adorável ‘estadia’ no Irã explodindo e destruindo completamente todas as usinas geradoras de eletricidade, poços de petróleo e a Ilha Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização!), que ainda não ‘tocamos’ propositalmente”, escreveu.

Após a declaração, os principais índices de ações americanos chegaram a operar em alta, mas viraram para o negativo ao longo do dia.

  • Dow Jones: +0,11%
  • S&P500: -0,39%
  • Nasdaq: -0,73%

A maioria dos choques geopolíticos tende a ter um impacto relativamente curto no mercado, mas sem evidências claras de um fim para a guerra, as ações terão dificuldade em superar a volatilidade atual, avaliou Chris Larkin, da E*Trade, do Morgan Stanley.

PUBLICIDADE

“O mercado continua sendo influenciado por manchetes, já que o governo Trump tem divulgado diversas mensagens sobre a desescalada e a retomada da guerra no Irã”, disse Chris Senyek, da Wolfe Research, à Bloomberg News. “Sendo assim, mantemos nossa postura defensiva.”

-- Com informações da Bloomberg News.

Leia mais

Trump ameaça destruir infraestrutura do Irã se não houver acordo e reabertura de Ormuz

Morgan Stanley vê correção do S&P 500 perto do fim, mas juros ainda são risco

BMW aposta em diversificação para liderar o mercado premium no Brasil, segundo a CEO